Nove entre 10 brasileiros consomem leite longa vida

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Estudo da Kantar apontou a popularidade do leite no Brasil e verificou também que o tipo UHT ou longa vida, tem penetração em 91,5% dos lares.

Outro grande destaque da categoria é o leite fermentado, que aumentou 4 pontos de penetração nos últimos 12 meses terminados em março de 2019. Este número representa mais de dois milhões de novos lares comprando este tipo. O leite pasteurizado também cresceu na preferência dos brasileiros e registrou 10,3% de aumento em volume no mesmo período. Os produtos zero lactose também ganharam espaço e 20% dos lares já compraram alguma vez em 2018.

"A bebida possui grande importância nos hábitos alimentares dos brasileiros e o leite fermentado se destaca no último ano, sendo uma das categorias que mais cresceu em todo o mercado", analisa Giovanna Fischer, Diretora de Marketing e Insights da Kantar.

De acordo com o levantamento Brand Footprint da Kantar, entre as marcas de laticínios do país, a Italac é a preferida e foi a mais escolhida em 2018 entre todas as classes sociais. A marca goiana foi eleita 293 milhões de vezes pelos consumidores e esteve presente em 76,8% dos domicílios ao menos uma vez. Em seguida, a Piracanjuba foi escolhida 229 milhões de vezes e esteve na sacola de compras dos brasileiros em 71,5% das oportunidades.

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Outras marcas consolidadas, como Qualy, Itambé e Vigor, também se destacam no ranking geral. Elas dividem com Italac e Piracanjuba, a preferência dos consumidores no Centro-Oeste e no Interior de São Paulo. Na Região Sul, a catarinense Tirol é líder, seguida pela gaúcha Elegê e a paranaense Frimesa. No Nordeste, as locais Deline e Camponesa têm espaço certo nas geladeiras.

 

Novas regras para produção da bebida – As novas regras para produção e padrão de qualidade do leite cru refrigerado, do pasteurizado e do tipo A, determinadas pelas instruções normativas (INs) 76 e 77, entraram em vigor ontem. A IN 76 trata das características e da qualidade do produto na indústria. Na IN 77, foram estabelecidos critérios para obtenção de leite de qualidade e seguro ao consumidor.

As regras abrangem desde a organização da propriedade rural, suas instalações e equipamentos, até a formação e capacitação dos responsáveis pelas tarefas cotidianas, o controle sistemático de mastites, da brucelose e da tuberculose.

As normas mantêm o padrão de contagem bacteriana para o leite cru refrigerado na propriedade rural de 300 mil unidades por ml, vigente desde julho de 2014.

"Diante dos dados de qualidade obtidos pela Rede Brasileira de Laboratórios de Controle de Qualidade de Leite (RBQL), a situação atual ainda não permite uma redução de padrão, sendo necessária a adoção de outras ações para avançar nos índices de qualidade", explicou Ana Lúcia Viana, diretora de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária.

Para as indústrias, o padrão de contagem bacteriana foi estabelecido em 900 mil unidades por ml, para que o leite, após o transporte, mantenha a qualidade obtida na origem. "Para atender este padrão, é necessário que os estabelecimentos revisem a sua logística de coleta, as condições dos tanques dos caminhões transportadores, e os procedimentos de higiene deles. São procedimentos que visam amenizar a multiplicação bacteriana e fornecer produtos de maior qualidade ao consumidor", disse Ana Lúcia.

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