Novo rumo para a rentabilidade no mercado de aviação da China

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(foto: divulgação)

A Embraer (NYSE: EMBJ / B3: EMBJ3) divulgou a nova edição do China Market Report, chamada “Um Novo Rumo para a Rentabilidade no Mercado de Aviação da China”. O documento foi divulgado durante o Seminário de Negócios para Companhias Aéreas na China 2025, em Huizhou, organizado pela fabricante brasileira.

O evento reuniu executivos de companhias aéreas domésticas e internacionais, especialistas da indústria e líderes de associações de aviação, além de empresas de consultoria e instituições financeiras. Na pauta, estratégias para o crescimento sustentável em meio a desafios como a concorrência intensificada e a influência crescente dos trens de alta velocidade no país asiático.

Além de reforçar o conhecido desafio da intensa concorrência entre companhias aéreas locais, o relatório oferece uma plataforma estratégica para que as companhias aéreas chinesas alcancem rentabilidade em longo prazo.

“A recuperação no número de passageiros comprovou o potencial do mercado chinês, mas sem dúvidas o volume por si só não pode restaurar a rentabilidade das companhias aéreas”, afirma Patrick Peng, diretor-geral e vice-presidente sênior de Vendas e Marketing da Aviação Comercial na China.

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“Nossa análise demonstra que o futuro da rentabilidade está baseado na excelência operacional e em escolhas estratégicas, com uma combinação de otimização na capacidade de precificação, expansão direcionada para mercados de menor concorrência e diferenciação das frotas com aeronaves com porte sob medida. As companhias aéreas com domínio dessa abordagem estratégica serão as que transformarão o crescimento exponencial de tráfego da China em sucesso financeiro duradouro”, disse.

O relatório caracteriza as rotas saturadas e altamente competitivas entre grandes cidades como o “Oceano Vermelho” (Red Ocean, em inglês), um ambiente de mercado definido por concorrência acirrada entre as companhias aéreas, pressão sobre os preços e retornos decrescentes. Em contraste com o “Oceano Vermelho”, o relatório identifica mercados pouco aproveitados e estruturalmente vantajosos como o “Oceano Azul” (Blue Ocean, em inglês), segmentos com menor intensidade competitiva que oferecem às companhias aéreas o potencial de criar demanda, garantir poder de precificação e alcançar maior rentabilidade.

Principais conclusões:

– A concorrência do “Oceano Vermelho” limita significativamente a rentabilidade das companhias aéreas: a elevada concentração de capacidade em rotas de alta demanda resultou em serviços sobrepostos e forte padronização das ofertas. Esse cenário alimenta guerras tarifárias prolongadas, que reduzem drasticamente as margens das companhias aéreas e tornam o crescimento lucrativo em mercados saturados cada vez mais desafiador.

– A receita importa mais que a escala: o estudo mostra que variáveis como tarifa média e taxa de ocupação impactam mais os resultados de margem do que economias de custo adicionais. A tática comum de baixar as tarifas para estimular o volume de passageiros e ganhar participação de mercado é, portanto, contraproducente e prejudica diretamente a rentabilidade.

– Mercados com oportunidades pouco exploradas (Oceano Azul) são cruciais para restaurar o poder de precificação: oportunidades significativas existem além das rotas principais. Metrópoles regionais, centros regionais e cidades de menor porte com serviço insuficiente, rotas entre cidades não paralelas a ferrovias de alta velocidade, rotas internacionais de curta distância e rotas secundárias frequentemente apresentam cenários de mercado de monopólio ou duopólio. Essa vantagem estrutural permite que as companhias aéreas garantam poder de precificação, protejam suas receitas unitárias e alcancem retornos mais altos de maneira mais sólida.

– A adequação da frota ao tamanho ideal é fundamental para a rentabilidade: a integração de jatos regionais e aeronaves narrowbody de pequeno porte de nova geração permite uma estratégia operacional mais otimizada. Essas aeronaves possibilitam o aumento da frequência de voos sem excesso de capacidade, o que ajuda a proteger as receitas unitárias. Elas também proporcionam reduções significativas nos principais custos, como combustível, manutenção e propriedade, convertendo efetivamente o tráfego de passageiros em lucro, em vez de apenas expandir o volume.

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