Novo tripé

Com amplo apoio do Congresso do país à nova Carta Orgânica da entidade, o Banco Central da República Argentina (BCRA) começa uma nova era, cujo primeiro ato simbólico começa pela mudança da inscrição cravada na entrada principal do BCRA: “A missão primeira e fundamental do BCRA é preservar o valor da moeda.” O anúncio foi feito pela presidente do BCRA, Mercedes Marcó del Pont, em entrevista ao jornal Página/12. Ela observou que, pelo estatuto recém-aprovado, o combate à inflação deixa de ser a preocupação exclusiva da instituição, que, a exemplo de outros BCs, amplia seu mandato, para a defesa do emprego, do desenvolvimento econômico com equidade social e da estabilidade financeira: “Entramos no novo mandato consagrado pela nova Carta Orgânica”, observou Mercedes, ao anunciar a mudança na fachada do BCRA.

Sintonia
Mais do que a ampliação do mandato do BCRA, determinada pela nova Carta Orgânica, a instituição deixa de ser uma instituição “independente”, isto é, que só presta contas ao mercado financeiro, para buscar coordenar sua ação com as políticas do governo legitimamente eleito pelos argentinos. “Viramos a página do que foi um dos estágios mais perversos do abandono da soberania para fazer política econômica”, celebrou a presidente do BCRA.

Questão de língua
Cresce a oposição em Portugal ao Acordo Ortográfico, que pretendeu uniformizar a língua portuguesa. Graça Moura, presidente do Centro Cultural de Belém – uma das principais instituições culturais lusitanas – proibiu o uso das novas regras no país. A informação foi dada pelo professor Ernani Pimentel, idealizador do movimento Acordar Melhor, ao participar de audiência na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, na semana antes do feriado.
Pimentel acrescentou que o secretário de Cultura de Portugal, Francisco José Viegas, defendeu a modificação do acordo até 2015.

Incertezas
O Núcleo de Pesquisa em Gestão Estratégica de Marketing da Fundação Dom Cabral promove uma série de seminários pelo Brasil, a partir de abril, para debater as estratégias de mercado para geração de valor em época de incertezas. Os seminários acontecem em São Paulo (12/4), Rio de Janeiro (22/5), Belo Horizonte (5/6), Curitiba (2/8) e Porto Alegre (7/8). As inscrições são gratuitas e as vagas, limitadas. A iniciativa pretende discutir a influência do cenário externo, marcado pela crise internacional, e do interno, marcado por mudanças no contexto social e econômico do mercado brasileiro, nas relações de negócios das empresas.

SPC às avessas
O Serasa possui todas as informações de qualquer cidadão brasileiro: CPF, CNPJ, carteira de identidade, endereços residencial e profissional, telefones residencial e profissional, números de telefones de pessoas que servem como referência e mais alguma coisa. Tudo isso, para monitorar o cliente, obrigando a manter seu bom nome junto ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Agora, falar com o Serasa é uma missão impossível. Está na hora de existir mão dupla nessas relações que também se aplicam às prestadoras de serviços (telefonia, gás, água e bancos).

Na moita
A nota publicada na coluna do jornalista Cláudio Humberto sobre resistências no corpo diplomático à eventual nomeação da senadora Marta Suplicy (PT-SP) como nova embaixadora do Brasil em Washington é vista com ressalvas até por opositores da condução da política externa do governo Dilma: “A nota é maledicente e imprecisa. Ele pode até ter falado com um ou outro diplomata, provavelmente aposentado, e extrapolou nas palavras. Não creio, porque não é possível, que a Casa inteira esteja indignada. Isso simplesmente não existe. Os diplomatas são discretos, submissos, ao ponto da covardia, e provavelmente preferem não dizer nada. Ainda que se possa ter, intimamente, tal sentimento, ele nunca seria expresso de forma geral. As pessoas simplesmente ficam quietas e não falariam desse modo”, afirma um diplomata que já ocupou posições de relevo na missão brasileira na capital dos Estados Unidos e contrário à nomeação.

Motoristas regulados
Semana passada, o Senador aprovou a regulamentação da profissão de motorista. Diferentemente do texto da primeira versão votada na Câmara dos Deputados, os senadores mantiveram apenas o direito a seguro obrigatório pago pelo empregador, especificando que o valor mínimo será de dez vezes o piso da categoria. Os profissionais passam a ter direito a intervalo mínimo de uma hora para refeição, repouso diário de 11 horas a cada 24 horas de trabalho e descanso semanal de 35 horas. A lei segue agora para sanção da presidente Dilma.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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