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sábado, janeiro 16, 2021

Novos rumos

Cerca de 2 mil pessoas – dez vezes o número previsto pelos organizadores – inscreveram-se para participar do seminário internacional “Pós-neoliberalismo, movimentos sociais e desenvolvimento; perspectivas comparadas na América Latina e Caribe, Ásia e África”, que começa nesta quarta-feira e se estende até sexta-feira, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Organizado pelo Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Clacso), o evento reúne nomes como Emir Sader, Theotônio dos Santos (integrante do Conselho Editorial do MM), Jacques Edgard François d”Adesky e John Williams. O ministro de Políticas da Promoção da Igualdade, Edson Santos, também participará do encontro.

Ladeira abaixo
O Rio de Janeiro teve a maior perda – em torno de 31% – na participação do PIB nacional entre 1970 e 2005. Do ponto de vista do emprego, entre 1985 e 2006, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho, o estado também registra o pior desempenho entre todas as 27 unidades federativas brasileiras.
Já pela pesquisa mensal do IBGE, se, por um lado, a cidade e a região metropolitana do Rio de Janeiro apresentam uma taxa baixa de desocupação, por outro apresentam uma evolução da ocupação, entre 2002 e 2007, diminuta e significativamente abaixo do total encontrado para todas as regiões analisadas pelo órgão.
A produção física da indústria de transformação, além de não crescer, cai, segundo o IBGE. Da mesma forma, no ano de 2007, apesar de alguma melhoria, o emprego continua evoluindo abaixo da média nacional.
Essa situação será debatida em seminário do Ipea, nesta quarta-feira, em palestra de Mauro Osório da Silva, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Será no Ipea Rio (Av. Presidente Antônio Carlos, 51 – 10º andar), às 16h.

Sonho meu
“Os acontecimentos do Tibet transformam o Rio em franco favorito para os Jogos Olímpicos de 2016”, delira o prefeito Cesar Maia. A violência e a epidemia de dengue desmentem esta tese.

Conforto
Maldade do mesmo Cesar Maia, no seu Ex-blog: “Enchentes nos EUA: Clinton foi pessoalmente ao local; Bush foi pessoalmente ao local. Lula só vai aos locais para comícios. Preferiu se reunir em Brasília com governadores do nordeste em ar condicionado.”

Bairrismo
Seis em cada dez moradores da Tijuca acham que o bairro carioca não é turístico – apesar de lá se encontrar o principal acesso à Floresta da Tijuca. A informação consta de pesquisa com 500 habitantes feita pelos professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner, da UniverCidade. Falta de segurança é o principal problema do bairro, seguida por favelização, mendicância e camelôs. Os pontos positivos são o metrô, os shoppings e os clubes de serviço. Um dado interessante: 70% dos entrevistados nasceram no bairro.

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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