Número de beneficiários de planos empresariais está próximo de recorde

Contar com um plano médico-hospitalar é o terceiro maior desejo do brasileiro, atrás apenas de casa própria e educação.

A contratação de planos coletivos empresariais apresentou crescimento consecutivo entre junho de 2020 e julho de 2021, atingindo 33,1 milhões de beneficiários. O valor representa mais de 68% do total de planos médico-hospitalares, que ultrapassou recentemente 48,4 milhões de vínculos – a maior marca desde junho de 2016. Caso a tendência seja mantida, esse tipo de contratação pode atingir o recorde de 33,8 milhões (de dezembro de 2014) de beneficiários em breve. Os dados estão na Análise Especial da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess).

Com o início da pandemia no Brasil, entre março e junho de 2020, houve redução de 394 mil vínculos. Apesar disso, no intervalo de 12 meses encerrados em julho deste ano, o saldo entre novas vendas e cancelamentos se manteve positivo no período, com o acréscimo de 1,6 milhão de novos contratos. “Pelo 12º mês consecutivo, houve crescimento no número de contratações de planos médico-hospitalares”, aponta José Cechin, superintendente-executivo do IESS.

Os números registrados pela NAB nesse intervalo revelam que muitos brasileiros conseguiram realizar o desejo de contar com esse benefício. Conforme pesquisa da Vox Populi realizada a pedido do Iess e divulgada em junho deste ano, contar com um plano médico-hospitalar é o terceiro maior desejo do brasileiro, atrás apenas de casa própria e educação.

O aumento de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares foi puxado pelas contratações coletivas, especialmente empresariais, com avanço de 5%. Além disso, houve crescimento em todas as faixas etárias, sobretudo entre 19 e 58 anos (4,2%), seguido por 59 anos ou mais (2,7%) e entre 0 e 18 anos (2,1%). Em números absolutos, o Estado de São Paulo teve a principal variação positiva com a entrada de 578 mil beneficiários no período. Em contrapartida, a maior redução foi no Maranhão, com a perda de 12 mil beneficiários entre julho de 2020 e julho 2021.

Nos últimos 12 meses encerrados em julho deste ano, a contratação de planos de saúde exclusivamente odontológicos registrou alta de 10,1%. O resultado foi impulsionado pela contratação de planos individuais ou familiares (19,2%), seguido por coletivo por adesão (9,9%) e empresarial (8,1%). Por faixa etária, a maior alta foi entre beneficiários com 59 anos ou mais (13,9%). Vale destacar que, nas regiões Norte e Sul do país, a contratação de planos exclusivamente odontológicos foi superior a 13% – valor acima da média nacional.

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