Número de desbancarizados caiu 73% com pandemia

O número de brasileiros desbancarizados caiu 73% na pandemia, segundo pesquisa realizada pela Americas Market Intelligence, em parceria com a Mastercard. Para o especialista em regulação José Luiz Rodrigues, este cenário é consequência da modernização do Sistema Financeiro Nacional, encabeçada pelo Banco Central, além da necessidade de as pessoas realizarem mais transações online.

“A sociedade brasileira hoje, predominantemente, trabalha com o dinheiro físico. Entretanto, inovações como o Pix estão surgindo para tentar difundir ainda mais as transações virtuais. Então, haverá menos circulação de papel, e isso tem um impacto em cadeia”, explica José Luiz, sócio da JL Rodrigues & Consultores Associados.

Para ele, “essa nova realidade cria um ambiente mais competitivo, com mais segurança, onde os bancos tradicionais, as instituições de diferentes portes, fintechs, insurtechs e demais startups disputarão mercado por igual, e levará vantagem aquela prestadora de serviços que puder oferecer qualidade com menores custos e de maneira mais criativa”.

Para o especialista, cada vez mais o mercado se adaptará em prol da inclusão digital nos serviços bancários.

“Será cada vez mais comum o surgimento de novos produtos ou empresas no cenário financeiro. Porque a modernização do Sistema Financeiro Nacional, provocada pela chegada de inovações como o Pix, open banking e sandbox, está fazendo com que o mercado se estruture para atender às novas demandas dos consumidores. Isso vem gerando novos processos de fusão, incorporação, parcerias, compra e venda, entre outros modelos de organização ou reorganização”.

Outro levantamento, realizado pelo Portal de Planos, plataforma especializada em serviços de telecomunicações, apontou que planos de internet, TV, fixo e celular comprometem até 49% do salário mínimo, atualmente de R$ 1.100. O estudo pôde constatar que, entre os pacotes mais básicos de TV, internet, telefone fixo e celular, os valores dos planos podem comprometer de 17% a 36% do salário mínimo. Para pacotes intermediários, o comprometimento é de 23% a 27% e, para pacotes completos, os valores podem variar de 33% a 49%, dependendo da operadora e dos planos escolhidos pelo cliente.

Para Gabriela Resende, líder de Conteúdo da plataforma, os valores desses serviços ainda são altos se observarmos a realidade da grande maioria dos trabalhadores brasileiros, o que faz com que muitos não tenham acesso a esses serviços com qualidade.

“Segundo o IBGE, cerca de metade da população do nosso país sobrevive com um salário mínimo ou menos, portanto, mesmo o comprometimento de 17% dessa renda representa um custo muito alto ao final do mês”, destaca.

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