Número de executivos fumantes cai mais de 30% em um ano

No Rio de Janeiro, o número de executivos fumantes diminuiu. Segundo levantamento de dados dos checkups anuais do Centro de Medicina Nuclear da Guanabara (CMNG), o índice de fumantes caiu de 8,8% (mulheres) e 7,6% (homens) em 2014 para 6,3% e 5,7% em 2015, respectivamente. A diminuição pode estar relacionada, de acordo com Eduardo Duarte, coordenador de checkup do CMNG, não só às políticas públicas: “Na última pesquisa do tipo no Brasil, realizada em 2014, 10,8% dos brasileiros declararam consumir cigarros de tabaco. Quando comparamos esse índice geral com o de executivos cariocas fumantes, vimos que existe uma diferença significativa, que provavelmente resulta do reflexo de campanhas de saúde e programas de qualidade de vida das empresas”, avalia o clínico geral. O percentual de brasileiros que fumam caiu 30,7% em nove anos. Em 2006, 15,6% dos brasileiros declarava consumir derivados do tabaco.

Diferentemente do que ocorre entre executivos, no Brasil o tabagismo é maior entre os homens (12,8%) do que entre as mulheres (9%). A faixa etária de maior consumo é entre 45 e 54 anos (13,2%) e a menor, entre os 18 e 24 anos (7,8%). Entre os principais motivos para a queda do consumo do tabaco no país desde 2006 está o aumento do preço dos cigarros. Segundo a Pesquisa ICT/INCA 2013, 62% dos fumantes pensou em parar de fumar devido ao valor do produto.

Nesta segunda-feira, comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano cerca de 5 milhões de pessoas morrem por fatores atribuídos ao tabaco. A estimativa é que em duas décadas o número aumente para 8 milhões, com 80% dos óbitos em países com menor renda. A OMS alerta: “O tabaco mata mais que tuberculose, AIDS e malária juntas”. O tabagismo é principal causa de mortes evitáveis e importante fator de risco para o desenvolvimento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) – como câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares.

O patrocínio de campanhas de saúde voltadas para o tabagismo tem se tornado parte das políticas de várias empresas. Para Paulo Sardinha, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro (ABRH-RJ), o benefício extra vira investimento a longo prazo: “A criação de campanhas corporativas específicas para a recuperação do vício relacionado ao tabaco tem se mostrado eficiente na redução do absenteísmo nas empresas, na melhora da qualidade de vida dos colaboradores e no aumento da produtividade, o que gera um retorno muito mais significativo para as corporações.”

Na carona dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes (INCA) lançou, em atenção ao Dia de Combate ao Fumo, a campanha “#MostreAtitude: sem o cigarro sua vida ganha mais saúde”, com eventos no Rio de Janeiro, Pernambuco e Santa Catarina. A ideia é valorizar o esporte enquanto ferramenta de prevenção e desestímulo do consumo de produtos do tabaco.

Interesse estratégico

A alta produtividade dos poços da camada do pré-sal é vista como fator decisivo para manutenção da atratividade da área num cenário de baixos preços do barril de petróleo. Esta é a opinião do presidente da Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA), Oswaldo Pedrosa, em entrevista ao site Petronotícias.

A pergunta que fica é: atratividade para quem? Pedrosa segue dizendo que “o pré-sal tem grandes desafios” e que “a inovação e transferência tecnológica através da colaboração entre as empresas é fundamental para a superação desses desafios”.

Como a empresa que domina 95% do conhecimento da área é a Petrobras, qual objetivo de dividir essa tecnologia com os outros? Entregar a exploração do pré-sal aos estrangeiros?

Imagem

O ministro Ricardo Lewandowski fazendo lobby com os senadores para aprovação de aumento para os ministros do STF, durante a semana em que preside o julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, é o retrato de como anda nossa justiça.

Legisladores

Do ministro Teori Zavascki, no julgamento da lei eleitoral: “Não vejo como tentar melhorar essa lei. E não vejo que a lei seja incompatível com a Constituição. Pior do que julgar lei inconstitucional ou não é nos arvorarmos no papel de legislador positivo.”

Rápidas

O sócio do escritório Kasznar Leonardos, Fabiano Rocha, participa do painel que discutirá os impactos da impressão 3D na propriedade intelectual durante o Congresso da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI), nesta terça-feira, em São Paulo. Segundo o especialista, os atributos que tornam a tecnologia desejável também são atraentes para infrações *** A abertura oficial da Convenção Secovi 2016 será nesta segunda-feira. Mais informações: www.convencaosecovi.com.br *** Leonardo Palhares é o novo presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. A entidade planeja atingir R$ 180 bilhões em movimentação no setor até 2020.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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