Número de MPEs inadimplentes cresce e alcança 5,3 milhões em março

332

A inadimplência de micro e pequenas empresas bateu recorde em março de 2019, chegando a 5,3 milhões. O número é o maior da série histórica, iniciada em março de 2016, e teve alta de 6,9%, na comparação com o terceiro mês de 2018. Na relação com fevereiro de 2018, houve aumento de 0,7%.

Segundo os economistas da Serasa Experian, o fraco desempenho da atividade econômica durante o primeiro trimestre acabou por não favorecer a ampliação da geração de caixa das empresas. Este fator e a alta da inflação foram os responsáveis pelo aumento do número de micro e pequena empresas com dívidas atrasadas e negativadas.

A Região Norte concentrou a maior alta (8,2%) em março de 2019, na comparação com o mesmo mês de 2018. Em segundo lugar, aparece o Sudeste, com crescimento de 7,8%, seguido de perto pelo Centro-Oeste (7,5%). Sul (6,9%) e Nordeste (3,4%) aparecem na sequência.

Por estado, o Amapá apresentou a maior alta, de 14,8%, no comparativo ano a ano. Rio de Janeiro é o segundo, com 13,5%, seguido por Mato Grosso (12,6%) e Pará (9,7%). Somente três estados apresentaram queda na mesma relação: Alagoas (-0,8%), Piauí (-1,6%) e Rio Grande do Norte (-0,6%).

Espaço Publicitáriocnseg

Por segmento, serviços – que representam 48% do total em março deste ano – foi o setor que mais deixou de pagar as contas em dia, com alta de 11,6%, na comparação com março de 2018. A indústria (8,4% de participação) vem na sequência, com aumento de 3,2%, e o comércio (43,2% de participação) com crescimento de 2,8% no comparativo anual.

 

Inadimplência de empresas de todos os portes também atingiu máxima histórica

Em março deste ano, o número de empresas inadimplentes de todos os portes bateu recorde e atingiu 5,7 milhões. Este é o maior número de série história, que em fevereiro de 2018 estava em 5,6 milhões (alta de 0,8%). Quando comparada com março de 2018, o volume foi 4,5% maior.

As micro e pequenas empresas representam 95% do total das empresas inadimplentes no país.

Siga o canal \"Monitor Mercantil\" no WhatsApp:cnseg

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui