Número de países que recorreu ao FMI é recorde

Não há contradição entre salvar vidas ou salvar economia, dizem Fundo e OMS.

Internacional / 20:51 - 3 de abr de 2020

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Salvar vidas ou salvar a economia é um falso dilema, afirmaram em uníssono os dirigentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Controlar o vírus e salvar vidas é uma necessidade para salvar os meios de subsistência”, declarou a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, em coletiva virtual junto ao diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A recessão disparada pela pandemia será muito pior do que a crise de 2008, afirmou Georgieva. “Essa é uma crise como nenhuma outra”, sentenciou.

Os dois afirmaram que o vírus precisa ser controlado primeiro antes de a economia ser reativada. “Se os países se apressarem em cancelar as restrições muito rapidamente, o coronavírus poderá retornar, e o impacto econômico poderá ser ainda mais sério e prolongado”, alertou Ghebreyesus.

Nosso pedido conjunto é colocar as despesas com saúde no topo da lista de prioridades – obter recursos para médicos, enfermeiros, hospitais, a compra de equipamentos médicos e ajudar as pessoas mais vulneráveis. Ao mesmo tempo, isso deve ser acompanhado pelo apoio a prioridades em toda a economia para reduzir o desemprego, minimizar falências e, com o tempo, aumentar a recuperação”, pediu a diretora do FMI.

Georgieva enfatizou que os mercados emergentes e as economias em desenvolvimento são particularmente vulneráveis. “A demanda por nosso financiamento disparou. De fato, nunca nos 75 anos de história de nossa instituição tantos países se viram necessitados de financiamento de emergência – 85 países se aproximaram de nós até agora, todos ao mesmo tempo.”

O FMI está colocando à disposição a capacidade financeira total de US$ 1 trilhão. “Nesse sentido, nosso objetivo é dobrar a disponibilidade de nossos recursos de emergência e desembolso rápido de US$ 50 bilhões para US$ 100 bilhões. Também estamos procurando maneiras pelas quais podemos fornecer liquidez adicional”, garantiu a diretora.

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