Nunca na História

     
          O número de famintos no mundo, que já superou a marca de 1 bilhão de pessoas, nunca foi tão alto em toda a História. Com a crise econômica, a situação deve agravar-se. Todo esforço deve ser feito no sentido de equilibrar os preços dos alimentos, que estão 25% maiores do que em 2005, alertou o representante da FAO (agência da ONU para agricultura e alimentos) para a América Latina e o Caribe, o brasileiro José Graziano da Silva.
Antes da crise mundial, América Latina e o Caribe reduziram o número de pessoas famintas de 52 milhões para 45 milhões. Nenhum país da região, porém, aproveitou o crescimento econômico entre 2003 e 2008 para reduzir a pobreza rural.

Saídas
Objetivando encontrar soluções para erradicar a fome até 2025, a FAO convocou reunião mundial para novembro, em Roma, na Itália. O anúncio foi feito por Graziano no 1º Fórum de Responsabilidade Produtiva na Cadeia Alimentícia (RPCA 2009), em São Paulo, evento promovido pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia).

Enxugando gelo
A troca de farpas entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), sobre a decisão deste de antecipar a cobrança do ICMS no início da cadeia produtiva mostra como as relações tributárias, já por si complexas, são abatidas pela síndrome do cobertor curto quando um país não tem uma estratégia de desenvolvimento. Se Mantega está correto, ao afirmar que a medida, ao ser baixada em plena recessão, anula parcialmente os benefícios concedidos pelo Governo Federal, Serra também tem razão, ao lembrar que boa parte dos benefícios fiscais concedidos pela União tem a conta paga por estados e municípios. Ele cita o exemplo do IPI, cuja redução implica renúncia fiscal de 60% para os estados, contra 40% da União.

Remendão
Sem um projeto consistente de desenvolvimento, com estratégias bem definidas das áreas a serem priorizadas por um país com a vocação do Brasil para o crescimento e, ao mesmo tempo, marcado por desigualdades seculares, projetos de reforma tributária acabam rebaixados a grandes colchas de retalho. Situação ainda agravada pela dogmática Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), nome de batismo que mascara a interdição ao crescimento, principal marca dos 15 anos completados pelo Plano Real, nesta terça-feira.

Ganho no volume
“A redução do IPI assegura ao Governo Federal uma maior arrecadação, uma vez que o volume de vendas gera um maior recolhimento em relação ao que poderia ser verificado sem a desoneração do setor, sobretudo o automotivo”, revela o gerente da consultoria tributária do Cenofisco – Centro de Orientação Fiscal, Sebastião Guedes.

Apoio técnico
O Grupo Negrini criou um serviço direcionado para a área de seguro de vida, aproveitando sua experiência no seguro Dpvat, adquirida ao longo de 30 anos no campo da regulação de sinistros. O objetivo é oferecer suporte técnico às seguradoras na aceitação e subscrição do risco e na regulação de sinistro, com perícia médica e participação de junta médica. Serviço semelhante contemplará, em breve, o segmento de saúde e a segunda opinião médica.

Alô, Gilmar Mendes
Estudantes e jornalistas do Rio promovem, nesta quarta-feira, a partir de 11h30, no Centro, em frente ao prédio da Justiça Federal, na Avenida Rio Branco 241, um “apitaço” em protesto contra a extinção da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão. O local da manifestação serviu de sede ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante 51 anos.

Prateleiras
As vendas reais (descontada a inflação medida pelo IPCA) dos supermercados subiram 4,01%, em maio, em relação ao mesmo mês de 2008, de acordo com o Índice Nacional de Vendas, da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Com isso, nos primeiros cinco meses do ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, a alta atinge 5,36%. Em relação a abril de 2009, houve queda de 4,12%.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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