Nunca na História

O saldo negativo do Brasil em tecnologia aumenta R$ 4.959 por segundo. É o que mostra um novo contador eletrônico, chamado Deficitômetro (argh!) Tecnológico. O déficit, no ano passado, registrou um recorde de US$ 85 bilhões. “Este ano, vamos ter um déficit tecnológico de US$ 100 bilhões”, projetou o presidente da Protec, João Calos Basílio, idealizador da iniciativa.
“Lamentavelmente estamos diante do maior período de desindustrialização que o país já viveu.”, disse Basílio, alertando para o agravamento da conta pela importação crescente de produtos acabados e semiacabados.

Titanic
O déficit brasileiro em tecnologia é classificado como “um gigantesco iceberg submerso” pelo diretor-geral da Protec, Roberto Nicolsky, com efeitos subestimados até agora. De acordo com Nicolsky. Em 2008, o indicador estava em US$ 40 bilhões, enquanto em 2006 eram US$ 20 bilhões, mesmo valor de 1996.
Inicialmente, o contador funcionará num portal próprio, o www.deficitometrotecnologico.org.br

Desmonte
“Já existem empresas brasileiras transferindo-se para a China para poderem sobreviver.” O alerta é do diretor-executivo de Óleo e Gás da Associação Brasileira de Máquinas (Abimaq), Alberto Machado. Ele revelou que, até nas compras de válvulas para sondas de petróleo, a produção local não atende mais que 20% das encomendas: “E sabemos fazer”, destacou, pedindo redução de impostos, crédito subsidiado e, sobretudo, medidas para conter a valorização do real. Machado advertiu que a crescente importação de bens de capital resultará, em pouco tempo, na destruição das principais cadeias produtivas.

Rejuvenescido
Os jovens brasileiros estão consumindo mais café. Pesquisa divulgada nesta quinta-feira aponta que, de 2003 a 2010, subiu de 85% para 91% o percentual de pessoas entre 15 e 19 anos que declararam ter o café como bebida habitual. Na faixa de 20 a 26 anos, o percentual passou de 83% para 90%, no mesmo período. O estudo é realizado anualmente pela Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).

Preferência nacional
Entre as pessoas com mais de 36 anos, 98% tomam café habitualmente. É a segunda bebida mais consumida pela população acima dos 15 anos, atrás apenas da água e à frente dos refrigerantes.
A quantidade de pessoas que declararam tomar café fora de casa – em padarias, cafeterias e outros locais – saltou de 14%, em 2003, para 57%, em 2010.

Lixo na água
O Aterro Sanitário de Seropédica, no Rio de Janeiro, será tema de debate na Audiência Pública da Comissão de Saneamento Ambiental da Assembléia Legislativa (Alerj), nesta sexta-feira. “Aquífero Piranema é a denominação que se dá a Seropédica. É uma formação ou grupo de formações geológicas que pode armazenar água subterrânea, por isso a preocupação com a implantação do aterro, já que essa água pode ser usada para consumo”, explica a geóloga Debora Toci, diretora de mineração do Serviço Geológico do Estado (DRM).

Por conta própria
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) aprovou o Programa Permanente de Autorregulamentação, por meio do qual a entidade aponta, entre outros, cinco caminhos de boas práticas que podem ser seguidos pelos associados para a implementação em suas empresas. Uma cartilha estará disponível no site da associação.

Apologia&educação
Ao lembrar não caber ao governo ao governo “interferir na vida privada das pessoas”, para justificar a revisão do material a ser distribuído nas escolas sobre como lidar com a homossexualidade, a presidente Dilma Housseff dá importante passo para recolocar o tema sob uma prisma menos propagandístico e mais educacional. Ou, na definição da presidente: “O governo defende a educação e também a luta contra práticas homofóbicas. No entanto, não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais.”

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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