Não falha

Em julho do ano passado, o vereador Ruy Cezar (PTB) foi criticado pela secretária municipal de Fazenda, Sol Garson, e pelo prefeito Luiz Paulo Conde por ter denunciado um erro de cálculo no valor de R$ 400 milhões na negociação da dívida do município com o Governo federal. Ontem Ruy estava dando pulos de alegria ao ler a notícia de que o prefeito foi a Brasília tentar negociar e recuperar esse valor. “Agora, quero saber quem são os incompetentes. A prova está aí”, concluiu o parlamentar petebista.

Virtual
A Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda lançou ontem a revista eletrônica Concorrência & Mercados. A revista fornece informações on line sobre tarifas públicas, preços de medicamentos, combustíveis, planos de saúde, produtos agrícolas e atos de concentração e fusão de empresas examinados pelo órgão. Pelo site da revista, o consumidor poderá pelo menos denunciar a formação de cartéis e outras práticas desleais de concorrência. Já quanto a providências práticas…

Caverna
Quase seis anos depois de o candidato FH espalmar as mãos ao eleitorado, fazendo da habitação uma de suas cinco principais bandeiras de campanha, o país amarga um déficit habitacional de 5,2 milhões de unidades. Os números são da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O setor de negócios da construção civil responde hoje por 15% do PIB e por cerca de 65% do investimento bruto brasileiro.

Desembarque
É maldade sem limites afirmar que o peso dos mais de R$ 3 milhões da caravela Porcina tenha sido a causa do naufrágio do ministro Rafael Greca. Na verdade, o boquirroto, embora algumas vezes divertido ministro, já estava sem rumo há algumas luas e sóis.

Jujubas
A licitação aberta pela Marinha para compra de rações para operações de guerra e treinamento de sobrevivência está provocando polêmica. Uma única empresa, a Cellier, de Campinas, foi habilitada a participar. Apesar da existência de uma única concorrente, o Centro de Obtenção da Marinha ampliou o prazo de abertura da proposta para data não definida. A Cellier introduzia nos kits de rações rapadura e balas jujuba (goma), além de reabilitar o velho fogareiro a álcool.

Balbúrdia
Aprovada a toque de caixa, por imposição do FMI, a  Lei de Responsabilidade Fiscal tem entre outros efeitos vedar a estados e municípios a renegociação de suas dívidas com o governo federal. Como a lei tem de ser sancionada até dia 4, gerou-se um verdadeiro tumulto no Senado para aprovar negociações já concluídas ou em processo de conclusão, à espera de aprovação final. Calcula-se que, entre municípios e estados, cerca de 120 unidades da federação estariam sob esta espada de Dâmocles. O senador Saturnino Braga (PSB-RJ) conta que é grande o tumulto no Senado, com a chegada de delegações do país inteiro para formalizar os processos pendentes. O lugar da balbúrdia é a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O maior surrealismo é a marcação de uma data limite para a suposta irresponsabilidade fiscal que o governo alega querer combater.

Artigo anteriorFim de festa
Próximo artigoMemória nacional
Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

Vacinas vendidas por até 24x o custo de produção

Aliança denuncia altos lucros dos laboratórios.

Energia rara e cara

Modelo equivocado colocou Brasil entre os campeões de tarifas elevadas.

União perde bilhões de dólares no petróleo

Lei isentou campo mais produtivo de pagamento de participações especiais.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Bahia e Sergipe exercerão direito de preferência em relação à Gaspetro

Privatização pode levar a monopólio de 2/3 do gás canalizado do país.

Câmara aprova projeto que privatiza os Correios

Nos EUA, ninguém pensa em abrir mão do serviço estatal.

Banco Mundial fez desembolso recorde para América Latina

Recursos para combater efeitos da pandemia na região que concentra 1 em cada 3 mortes globais.

Preço do diesel avançou quase R$ 1 por litro até julho

Valor médio registrado nos postos no último mês foi de R$ 4,803.

Saindo da bolha para o concreto

Por Ranulfo Vidigal.