Não é bem assim

Do professor Eric Klinenberg, da New York University, contestando a tese de que à explosão de publicações de publicações na Internet correspondeu uma maior democratização da comunicação no mundo: “É evidente que a proliferação de conteúdos transformou por completo o funcionamento dos meios de comunicação. Mas esse enunciado não é uma verdade incontestável, pois segundo o Centro para o Futuro Digital da Universidade da Califórnia do Sul, 21% da população norte-americana não utilizaram a Internet uma única vez em 2005 e 33% não dispõem de conexão em suas residências. E ainda, entre os que vivem melhor, menos da metade se aproveita da banda larga que permite acessar facilmente arquivos de som e imagem.”

Casca de banana
Ao reassumir a responsabilidade pela solução da grave crise do setor aéreo, a Aeronáutica pode ter sido atraída para uma armadilha. Como a situação dos controladores de vôo é apenas a face mais visível do problema e como o presidente Lula já declarou que “não vai soltar as rédeas” dos investimentos públicos, quando nova crise estourar, a responsabilidade será transferida do Planalto e da Fazenda para a Força Aérea, que será culpabilizada pelas conseqüências da falta de investimentos, sobre cuja liberação não tem competência.

Monopólio
“O chocolate é feito do cacau – principal produto – leite e açúcar. O cacau, já informávamos, tem sua cotação diária pela Bolsa de Nova York. A safra de 2002, que abasteceu as fábricas de chocolates e foi exportada para o mundo inteiro, teve excelente cotação, chegando a atingir o ótimo preço de R$ 650 por saca de 60 kg (…) A safra de 2004, de 2005 e agora, em 2006, apesar de pequena, tem os preços despencando sempre. Hoje, uma saca de cacau sai pela bagatela de R$ 185 a R$ 200 (…) Atualmente, o açúcar e o leite, não só representam pouco nos custos, como não tiveram alta que justifique os preços cobrados pelo chocolate. E os vilões não são os comerciantes. A ganância, o mercado negro e os lucros exorbitantes são da fonte fornecedora, ou melhor, das indústrias fabricantes dos ovos de Páscoa e outras guloseimas à base do chocolate. Nossas autoridades, todos esses anos, não se manifestaram em defesa do consumidor. Esperamos que algo seja feito, ainda há tempo, para coibir essa vergonhosa exploração que vem sofrendo nossa população.”
A esperança consta de artigo escrito pelo jornalista Mirson Murad, em 12 de abril do ano passado. Em vão.

Saúde em dia
Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, a rede de exames complementares Centro de Medicina Nuclear da Guanabara oferecerá, neste sábado, exames gratuitos de aferição da pressão arterial e medição dos níveis de glicose no sangue. Durante o evento Saúde para Todos, médicos e profissionais de saúde do CMNG darão também orientações à população sobre temas como hipertensão, controle do diabetes, sedentarismo e doenças relacionadas à terceira idade. Os atendimentos acontecerão das 8h às 13h, na Tijuca e em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Poste dividido
A análise de cerca de 200 contratos firmados entre prestadoras de telefonia e empresas de energia mostrou discrepância de até 800% entre os valores cobrados pelo aluguel de postes. Segundo a Agência de Telecomunicações (Anatel), identificou-se que grandes grupos obtêm preços diferenciados, devido à economia de escala do serviço que prestam, em detrimento dos pequenos. Assim, as prestadoras novatas ficam em condição desvantajosa de competição com as dominantes do mercado. A Anatel criou consulta pública para estabelecer uma metodologia para o cálculo de preços para compartilhamento dos postes da rede elétrica. As contribuições pelo portal www.anatel.gov.br poderão ser enviadas até as 24h de 4 de maio.

Excesso de velocidade
Entre os anos de 1995 e 2005, o valor do pedágio em cinco estradas federais sob concessão superou a inflação em 45,4%. Já no sistema estadual Anhangüera-Bandeirantes a tarifa sofreu aumento de 210% acima do índice de inflação no mesmo período

Custo/benefício
A prolongada crise da aviação brasileira reafirma os riscos a que se sujeitam países que se guiam pelo tosco raciocínio de guarda-livros na hora de adotar decisões estratégicas. O mesmo governo que alegou que seria necessário cerca de R$ 1 bilhão para salvar a Varig da falência deve responder, agora, quanto o Brasil já pagou pela omissão do presidente Lula diante da crise que vitimou a principal empresa aérea nacional?

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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