Nuvens negras

Apesar de, em seu discurso de posse, o presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, ter afastado o risco de o país ser vítima de novo “apagão” nos próximos dois anos, o economista Luiz Carlos Alves Júnior, do Grupo de Estudos sobre Conjuntura Econômica Mundial (Gremint), adverte que a herança deixada pelo governo FH é “bem mais dramática” do que a nova administração imaginava. O próprio Pinguelli admitiu que, caso o país volte a crescer, a necessidade de investimentos no setor crescerá. Alves Júnior,  que também é funcionário da Eletrobrás, avalia em R$ 10 bilhões a necessidade de investimentos na área, mas ressalva que, se a economia crescer acima de 4,5% ao ano, como pretende o governo, esse valor pode chegar a R$ 14 bilhões.

“Gato”
Alves Júnior também estima que cerca de 50% das distribuidoras estão “tecnicamente quebradas”. A má situação financeira das concessionárias, no entanto, não tem nenhuma relação com investimentos pesados no setor. Boa parte do “vermelho” nos balanços se deve à compra de outras empresas, aumentando a concentração no setor, além da remessa de gordos lucros e royalties para as matrizes no exterior.

JK
Vídeos produzidos para a “Semana JK e 100” – realizada de 1 a 7 de setembro de 2002 para celebrar o centenário de nascimento do ex-presidente do Brasil – serão exibidos hoje na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). Serão mostrados trechos de alguns dos 28 depoimentos de personalidades que conheceram e participaram do cotidiano do estadista, como Carlos Heitor Cony, Murilo Mello Filho e Josue Montello. Maristela Kubitscheck Lopes, filha de Juscelino, fará a entrega de medalha especialmente criada para a data pelo governo federal. Entre as personalidades agraciadas estão o embaixador Carlos Alberto Leite Barbosa e Maria do Carmo Almeida Braga (presidente do Grupo Icatu). O evento começa às 16h30.

Isenção
Enquanto o Rio de Janeiro, em estado de penúria, aumenta o ICMS sobre energia, telecomunicações e outros produtos e serviços, o governador do Paraná, Roberto Requião, assinou decreto que vai isentar do imposto 14 mil empresas que faturam até R$ 150 mil por ano. Além delas, as que extrapolam esse teto continuarão tendo isenção até R$ 150 mil e pagarão imposto somente sobre o valor excedente. O objetivo do Paraná é estimular as micro e pequenas empresas e gerar mais empregos.

Posse
Jorge Mattoso toma posse hoje na presidência da Caixa Econômica Federal. A cerimônia, que começa às 11h30, será realizada no Conjunto Cultural da Caixa (SBS, Quadra 4, anexo). O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, estará presente.

Zé da Silva
Ao ser anunciado no Congresso do Equador, para onde viajou a fim de assistir à posse do presidente Lucio Gutierrez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi chamado de José Inácio Lula da Silva. Mesmo tendo o nome trocado, o presidente brasileiro foi um dos mais aplaudidos durante a apresentação dos chefes de Estado presentes à solenidade da posse. Os outros dois foram o presidente de Cuba, Fidel Castro, e o da Colômbia, Álvaro Uribe.

Plano B
Não será surpresa para esta coluna se o senador José Sarney (PMDB-MA), caso saia derrotado hoje, na reunião da bancada pela cúpula do partido, se filie ao PFL. Como a diferença entre os dois partidos no Senado é ínfima, a adesão de uns poucos senadores daria aos pefelistas o direito de, como maior bancada, pleitear o apoio do PT para indicá-lo presidente do Senado, sem expor o governo ao risco de apoiá-lo como candidato avulso. Eleito presidente da Casa, Sarney retornaria ao PMDB.

Senado
De acordo com o sítio www.primeiraleitura.com.br, do ex-ministro de FH Luís Carlos Mendonça de Barros, a maioria da bancada do PMDB no Senado Federal é “pró-Renan Calheiros”. Dos 20 senadores da legenda, 12 votariam no ex-líder de Collor na Câmara, entre eles Pedro Simon, Sérgio Cabral Filho e Ney Suassuna. Sarney teria cinco votos, como o de Maguito Vilela. Helio Costa seria um dos três indecisos. Pelos sorrisos de Sarney nos últimos dias e pela expressão de apreensão de Calheiros, este placar pode não representar o resultado final.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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