O ano da virada

Nunca um ano foi tão esperado, nos últimos tempos, como 2018. Não que se pretenda que as eleições resolvam os...

Nunca um ano foi tão esperado, nos últimos tempos, como 2018. Não que se pretenda que as eleições resolvam os conflitos acumulados no país, mas são um ponto de discussão e para, no mínimo, frear o desmonte da Nação. O Brasil não está sozinho nesta empreitada. Basta olhar os nossos vizinhos da América Latina ou países como África do Sul, Angola e Turquia para ver um padrão que se repete, com variações locais. Sempre tendo como alvo governos que, de alguma forma, resistem às teses defendidas pelos “donos do mundo” (como prefere o articulista Marcos Coimbra) ou “a banca” (emprestando o termo empregado pelo igualmente articulista Pedro Augusto Pinho). Até Donald Trump, de certa forma, é alvo do mesmo esquema de ataque.

O Brasil tem condições de dar a volta por cima e liderar um movimento de contragolpe. É preciso esperança, luta e coragem para vencer. Que venha 2018!

 

Direitos e deveres

Era quase Natal quando a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) editou a Resolução Normativa 18, de 21 de dezembro de 2017, que aprova a norma que dispõe sobre os direitos e deveres dos usuários, dos agentes intermediários e das empresas que operam nas navegações de apoio marítimo, apoio portuário, cabotagem e longo curso.

Não chegou a ser um presentão de Papai Noel, mas foi saldada por André de Seixas, presidente da Associação dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro (Usuport-RJ), após “quatro anos de muito trabalho, muito estudo, muitas viagens, reuniões, denúncias ao MPF e TCU, batalhas e desgastes”.

A norma está bem distante do que desejamos, mas, para os usuários que nada tinham, pode ser considerada algum avanço. Oportunamente, faremos nossas considerações e decidiremos quais medidas serão tomadas diante do que entendemos que faltou na norma e a relevância disso para os usuários. Podemos adiantar que a batalha ainda não acabou. Provavelmente serão tomadas medidas duras, principalmente, diante do panorama que vem sendo desenhado junto ao Quinto Núcleo de Combate à Corrupção do MPF em Brasília, após denúncia feita por uma de nossas associadas”, adiantou Seixas.

 

Fogos

Argentina, Estados Unidos e Chile serão os três principais mercados emissores de turistas estrangeiros para a capital fluminense. Mas será o mercado nacional, com São Paulo e Minas Gerais à frente (os dois estados ficarão com 53% do fluxo de brasileiros), que vai liderar o movimento turístico no rio de Janeiro durante o réveillon. O perfil foi traçado pelo RioCeptur, Centro de Estudos do Rio Convention & Visitors Bureau.

A permanência média do visitante nacional vai girar em torno de 4,37 dias, e o gasto médio estimado em R$ 165,08 por dia. Já a permanência média do estrangeiro de 5,67 dias, e o gasto médio será mais que o dobro, com R$ 353,66 por dia.

Dois navios estarão atracados na região portuária. Dos 6.780 passageiros previstos, 5.695 são turistas, excluindo cariocas e tripulação. Apenas os visitantes que desembarcarão na capital fluminense, neste período, devem injetar R$ 5 milhões na economia. Já na costa marítima da cidade estão sendo esperados 13 navios para a hora da virada.

 

Deixa para lá

Tradicionalmente no mês de janeiro é feita uma pesquisa para conhecer a opinião dos empregados da Petrobras. Em 2017, apenas 64% responderam, o menor percentual na história dos levantamentos de ambiência na estatal. À pergunta sobre se o Plano de Negócios e Gestão está na direção certa, somente 37% concordaram. Pior: indagados se confiam nas decisões tomadas pela direção superior diante dos desafios da companhia, apenas 31% dos petroleiros disseram “sim”.

Circula na empresa a informação de a direção da empresa decidiu não realizar a pesquisa de ambiência em 2018.

 

Surpresa?

O procurador da República Frederico Paiva se queixa da falta de apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR), então comandada por Rodrigo Janot, às investigações da Operação Zelotes. Por falta de peritos, deixaram de ser analisados milhões de documentos.

 

Rápidas

As inscrições para o 1º Prêmio Libre pela Bibliodiversidade vão até o dia 16 de janeiro, na Bibliomundi. O concurso premiará ensaio inédito sobre as várias formas de contar e circular histórias. O vencedor ganhará a publicação de um livro. Inscrição em Bibliomundi. A premiação é promovida pela Liga Brasileira de Editoras (Libre), que traz o edital no site da instituição *** Boas notícias para todos os leitores no ano que começa.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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