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segunda-feira, janeiro 18, 2021

O Brasil continua quebrando, por que?

Um dia após o presidente Jair Bolsonaro dizer que ficará no cargo até janeiro de 2027. A Ford anunciou sua retirada do Brasil. A declaração, dada neste domingo na entrada do Palácio da Alvorada, é uma referência ao final de um possível 2º mandato a ser conquistado nas eleições de 2022. Se essa possibilidade se concretizar, o presidente ainda verá o Brasil quebrando ainda mais como previu recentemente,

A decisão da montadora norte-americana levou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) atacar, novamente, o governo de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes (ministro da Economia), ao afirmar que o fechamento do Brasil da Ford, “é uma demonstração da falta de credibilidade do governo brasileiro”.

No portão da residência oficial da Presidência, Bolsonaro encontrou-se com apoiadores e um homem que estava presente questionou sobre a possibilidade de um processo de impeachment. “Vou sair dia 1º de janeiro de 2027”, respondeu o chefe do Executivo federal.

Para o deputado federal Jorge Solla (PT-BA), em nota publicada nesta segunda-feira, responsabilizou a política industrial do ministro da Economia, Paulo Guedes, o fechamento da Ford na Bahia e o fim das atividades no Brasil.

“É o resultado da estupidez intelectual de Guedes e sua equipe, estagnados no ultrapassado receituário neoliberal da década de 70. Num cenário de depressão econômica, em vez de políticas anticíclicas, eles apostaram em mais arrocho e nenhum investimento. Catalisaram ainda mais o ciclo vicioso de redução do consumo e, em consequência, redução da produção industrial. Indústrias fecham sem demanda, aumenta o desemprego e, em consequência, cai ainda mais o consumo de industrializados”, disse.

O petista destacou que o fim das atividades da Ford no Brasil não e fato isolado: a Mercedes-Benz já adotou a mesma medida e a Audi não garante continuidade no país.

O vice-presidente do Brasil, general Hamilton Mourão, não gostou da saída d Forde do Brasil,  ao comentar que a decisão “não é uma notícia boa”. “Eu acho que a Ford ganhou bastante dinheiro aqui no Brasil”, ressaltou. Ele ainda se disse surpreso pela medida. “Me surpreende essa decisão que foi tomada pela empresa, que está no Brasil há praticamente cem anos, desde 1921”, afirmou.

“Acho que ela poderia ter retardado isso aí mais e aguardado. Até porque nosso mercado consumidor é muito maior que outros aí”, declarou.

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