O desenvolvimento econômico do país não se viabilizará enquanto as autoridades

econômicas insistirem na manutenção da política econômica aplicada pelos governos dos ex-presidentes Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso – com uma estrutura tributária que inviabiliza os setores produtivos, que concentra renda e preserva privilégios do grande capital. Do mesmo modo, com taxas de juros que são as maiores do mundo e com a sangria nos recursos arrecadados pelo governo para pagamento dos encargos da dívida, não sobrará espaço para a retomada dos investimentos produtivos que poderiam propiciar um crescimento com geração de emprego e renda e melhorar a qualidade de vida da população. 
Esse deverá ser o eixo central do discurso da direção do Conselho Federal de Economia (COFECON) presidido pelo carioca, Sidney Pascoutto, que toma posse hoje em Brasília. No tocante às questões políticas, quatro linhas básicas fundamentarão as ações da entidade, ao longo de 2005, segundo Pascoutto: a discussão do papel do Estado, a relação entre Estado e credores, a luta por uma reforma que altere a estrutura tributária do País e a luta por política de empregos que gere oportunidades principalmente para a população jovem.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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