O dobro

Sem querer corrigir, mas corrigindo, o que o decano Carlos Lessa, atualmente presidindo o BNDES, falou sobre os juros da dívida pública: o professor afirmou que o Brasil não pode despender mais de R$ 70 bilhões por ano com juros da dívida interna. Esse valor foi gasto somente no primeiro semestre, para ser mais exato, R$ 74 bilhões; a previsão para o ano supera os R$ 140 bilhões. Noves fora o serviço da dívida externa.

Populismo
Segundo o presidente Lula, a ampliação do programa de microcrédito irá garantir que a sociedade “deixe de ser vítima da agiotagem estabelecida neste país”. Contudo, o economista Reinaldo Gonçalves, do Conselho Federal de Economia (Cofecon), considera um “exagero” a afirmação do presidente, embora veja o microcrédito como algo positivo. “O governo deve estar alerta para não cair no assistencialismo, neopopulismo ou certo populismo creditício”, advertiu Gonçalves, que fez parte do comitê de economistas do PT durante a campanha presidencial.

Rio a trabalho
Será na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) a Conferência Estadual do Trabalho, que vai definir as propostas do estado para o Fórum Nacional do Trabalho, responsável pela elaboração do texto da reforma sindical e trabalhista. O evento, que começa amanhã e termina sexta-feira, vai reunir parlamentares, representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, do Governo do Estado, da Justiça do Trabalho, da Organização Internacional do Trabalho, dos empregadores e dos trabalhadores.

Evidência
Como construir uma marca de sucesso? O publicitário Francesc Petit, sócio da DPZ, e o vice-presidente de criação da DM9DDB, Sérgio Valente, falam sobre algumas das estratégias na 2ª Conferência sobre os Segredos da Construção de uma Marca Forte, dia 30 de setembro. O banco Itaú, por exemplo, investe quase R$ 100 milhões por ano para manter a marca em evidência e alinhada com as necessidades de seu público, informa Karina Zuccaro, gerente da conferência. Mais informações em www.ibcbrasil.com/marca

Cooperativas isentas
As cooperativas de produção agropecuária e de eletrificação rural estão isentas da contribuição do PIS/Pasep e da Cofins nas operações com seus associados. O benefício consta da Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal nº 358, publicada no Diário Oficial da União do último dia 12. A informação é do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS). O parlamentar destaca que a isenção desses tributos é uma antiga reivindicação do setor cooperativista.

Raposa
A complacente Aneel editou, em 6 de junho, a Resolução 258, que autoriza a instalação de relógios de medição de energia fora da residência do consumidor, legalizando uma prática que já vinha sendo adotada pelas distribuidoras. O Ministério Público do Rio de Janeiro, a pedido do Instituto de Defesa dos Direitos do Consumidor (Idec), instaurou procedimento preparatório para ajuizamento de ação contra a resolução. Entre os problemas apontados contra os medidores exteriores, estão a cobrança dupla da perda técnica de energia nos ramais de ligação dos consumidores e a possibilidade do usuário vir a pagar por um “gato” feito fora de sua residência.

Farelo
A maquiagem de produtos e embalagens chegou aos camelôs. Na estação Carioca do metrô do Rio, camelôs anunciam que o preço do biscoito continua a R$ 1. Quem consegue ler as letras mais miúdas, porém, percebe que, apesar de o preço ser o mesmo, o peso baixou de cem gramas para 80 gramas. Pelo visto, a turma dos supermercados fez escola.

O parto do rato
A desproporção entre o arsenal midiático mobilizado para convocar a manifestação e o número dos que, no fim de semana, compareceram, na orla do Rio ao evento global “Brasil sem armas” – 40 mil segundo a PM e 20 mil, de acordo com observadores não engajados – deve ajudar a, pelo menos, arranhar certos mito autofabricados pela mídia. Como por um bom exemplo, o da onisciência, popularmente traduzido por slogans do tipo “a mídia faz até elefante voar”. No fim de semana, mais uma vez, não voou.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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