O futuro da IA e a perpetuação da desigualdade

‘Preocupações genuínas e crescentes’ com o futuro da IA generativa movimentam revista do FMI

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Bard inteligência artificial (ia) generativa
Bard, a inteligência artificial generativa do Google.

O futuro da IA (Inteligência Artificial) não pode ser deduzido nem pela IA generativa. Mas o debate reúne perspectivas interessantes e, em muitos casos, atemorizantes.

Gita Bhatt, editora-chefe da revista do FMI Finance & Development, com mestrado pela London School of Economics, comenta a edição da revista sobre o futuro da IA generativa, que “introduziu novas possibilidades tentadoras nas esferas pública e privada”.

São possibilidades promissoras “em diagnósticos de saúde, preencher lacunas na educação, combater a insegurança alimentar com uma agricultura mais eficiente, impulsionar a exploração planetária – para não mencionar a eliminação do trabalho penoso”.

“No entanto, o entusiasmo inicial em torno da IA deu lugar a preocupações genuínas e crescentes – incluindo sobre a propagação de desinformação que perturba a democracia e desestabiliza as economias, ameaças aos empregos em todo o espectro de competências, um alargamento do abismo que separa os que têm e os que não têm, e a proliferação de preconceitos, tanto humanos quanto computacionais.”

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Talvez se encontre aí um dos cernes da discussão: mais do que a parte tecnológica, o que se tem é um aprofundamento da desigualdade que domina o cenário mundial nas últimas décadas, especialmente após o chamado Consenso de Washington.

Mantido o status quo atual pode levar o futuro da IA a aprofundar o abismo que temos hoje. Ian Bremmer, presidente do Eurasia Group, e Mustafa Suleyman, CEO da Inflection AI, apontam na revista os desafios de regulação no meio de uma corrida pela supremacia da IA entre os governos.

Mais que governos, dos grupos que têm influência ou domínio sobre eles, cada vez mais poderosos como se Estados fossem – basta lembrar que esta semana Elon Musk, do Twitter-X, foi recebido em Israel pelo primeiro-ministro Bibi Netanyahu como se governante fosse; Musk ainda foi convidado pelo Hamas a ir à Palestina.

Como será o futuro da IA depende do combate à desigualdade e da dominação sobre as pessoas.

Leia também:

Inteligência Artificial – perspectivas, ponderações e desafios | Monitor Mercantil

Fitch melhora perspectiva do Rendimento

A agência de risco de crédito Fitch Ratings revisou a perspectiva do Banco Rendimento para positiva, mantendo ratings em “A+” para longo prazo e “F1” para curto prazo. A estabilidade dos ratings reflete o contínuo progresso de reposicionamento da instituição financeira, que tem adotado novas linhas de negócios e estratégias.

“A classificação do Rendimento como A+ valida a rentabilidade da companhia, a nossa expertise na operação e a diversidade de produtos e serviços que oferecemos”, comenta Abramo Doeuk, CEO do Rendimento. Em junho, o lucro líquido de todas as empresas do Rendimento foi de R$ 48 milhões, com resultado operacional de R$ 77 milhões.

Rápidas

A Uerj realizará dias 4, 5, 6 e 7 debates com ex-presidentes e autoridades da América Latina, exibição de filmes e apresentações culturais. Mais informações aqui *** O Encontro de Mulheres e Carreira em Tecnologia, organizado pelo WoMakersCode no próximo dia 2, no Ibmec Barra, traz palestrantes da Microsoft, Apple e iFood, entre outras, para falar sobre tendências de tecnologias, mercado e empregabilidade. Inscrição aqui *** Alexandre Malfitani, CFO da Azul Linhas Aéreas, recebeu o troféu Equilibrista do Ibef-SP 2023. Foi a 40ª edição do prêmio, nos 50 anos da entidade.

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