O homem de 2 milhões de votos

Consultor trabalha neurolinguística e mudança comportamental de políticos em busca de mandato.

Nove entre dez políticos brasileiros buscam atualmente um horário na disputada agenda para contratar um nome que vem se destacando e se firmando no mercado na área de consultoria como um dos maiores expoentes em aconselhamento estratégico em busca da vitória eleitoral.

Osmar Bria é o autor da proeza, e que vem sendo apontado, por quem participa de seus cursos e palestras proferidas por todo o país, como o mago da Neurolinguística, quando o assunto é ganhar eleição.

Tornou-se especialista em um método de transformação comportamental, focando de maneira inédita em campanhas políticas do Sistema Eleitoral Brasileiro, que em via de regra, poderá ser utilizado em qualquer tipo de eleição, para toda e qualquer finalidade, onde o objetivo final seja vencer nas urnas.

Bria, numa espécie de compilação desse saber, descreve como em uma verdadeira cartilha didática, demonstrando o passo a passo de seu método, em sua obra sobre o tema: A Fórmula do Voto, que revela a estratégia da inteligência emocional, e que será lançado no Rio, dia 31 de outubro, no Salão Nobre da Alerj.

Ele celebra a boa fase entre os políticos que se saíram vencedores nas urnas, num total de 31 treinamentos de alta performance, 1.500 agentes políticos capacitados por meio de uma exaustiva maratona com duração de quatro meses.

O saldo foi a façanha de 2 milhões de votos alcançados, que resultaram na vitória de 30 deputados, entre estaduais e federais, e um governador, espalhados em vários estados por todo o Brasil, nas últimas eleições de 2018.

Em entrevista a Sílvia Pereira, Osmar Bria, explica como chegou a essa marca surpreendente com seu método de trabalho que vem revolucionando o cenário político do país, devido à grande repercussão causada entre os políticos novatos, postulantes a cargos eletivos, assim como também aos veteranos e experimentados, que se renderam às evidências dos números.

 

Qual o ponto determinante de sua vida pessoal, te levou ao um estalo, e a uma mudança radical que repercutiu no teu campo profissional?

Na realidade, o que ocorreu foi uma reinvenção de mim mesmo, um fracasso empresarial me levou a buscar novas oportunidades, o que apareceu foi um cargo de chefia da SAMU. Aprendi com meu falecido pai, que devemos ter muito foco e agradecer pelas oportunidades, foi o que eu fiz. Tudo começou quando percebi o quanto que uma pessoa em um cargo público e comprometida a exercê-lo para o bem geral, pode fazer pela população, acho que esse foi o estalo.

 

Por que o interesse em direcionar o método da Programação Neurolinguística para o campo da política?

Quando fui candidato a Vereador em Niterói em 2008, fiz tudo o que todos nos mandam fazer prá vencer uma eleição: gastei muita sola de sapato, apurei um ótimo discurso, captei várias Lideranças e fiquei esperando uma ajuda financeira que não veio. A partir da derrota comecei a procurar cientificamente caminhos para a vitória. O ajuste comportamental do Líder através de algumas ferramentas de PNL(Programação de Neurolínguística), associada a metodologia Coaching, é o ponto alto do Projeto Político.

 

Qual a relação do método que o senhor aplica para ganhar eleição, com o anseio e o compromisso de mudar o Brasil, em que menciona em seu livro?

A relação é simples, qualquer pessoa que consiga desenvolver características de Liderança inspiradora, ou seja aquela Liderança que tem como ponto forte, unir, motivar e provocar ações assertivas, pode participar de maneira decisiva do processo eleitoral, desta forma fazemos com que o cidadão comum, de bem, que nunca pensou em participar das eleições, ou aquele que já estava descrente, participem das eleições em igualdade de condições com aquele que detém o poder partidário e financeiro.

 

Como se muda o comportamento de uma pessoa, dentro de conceitos que já estão cristalizados e condicionados em sua conduta?

A mudança tem como pre requisito a motivação interior de cada um. Não é possível mudar ninguém que não queira. O que fazemos em nossos treinamentos é apresentar caminhos possíveis e atraentes para quem quer vencer a eleição, desta forma as pessoas percebem que podem mudar e que a mudança comportamental é a base para resultados diferentes. Não existe mudança de resultados sem mudança comportamental.

 

Existe uma idade apropriada para se fazer quebra de hábitos e substituir por outros que beneficiem o avaliado?

Não existe idade certa, a Neurociência já comprovou, e aprofunda cada vez mais as pesquisas, no sentido de demonstrar que a mudança de hábitos não tem idade e que desenvolver novas sinapses neurais é fruto de trabalho sério e determinado, tendo como motivador um objetivo atraente.

 

Quem decide a mudança: é o método ou a pessoa, ou os dois juntos?

Os dois juntos, o método está a serviço da pessoa, ajustar o objetivo de cada um, fará com que desenvolvamos o método adequado.

 

Muito tem se falado atualmente em Coaching, e muitos vezes vem a confusão entre a prática desse profissional com a do psicólogo. O que eles têm em comum e se completam, e o que os distanciam?

A discussão é válida, eu diria que a diferença básica é simples: o psicólogo trabalha efetivamente com a introspecção, buscando o centro de todas as questões, uma profissão realmente encantadora e bastante complexa. Diria que o Coaching complementa esse trabalho, porém, com o Foco em oportunidades externas, o Coaching é um desenvolvedor de comportamentos objetivando determinado resultado. Na obra “O poder da empatia” o autor Roman krznaric, coloca que para praticar a empatia o ser humano deve deixar um pouco de lado a introspecção e passar a focar na “outrospecção”, basicamente o processo de Coaching é esse, olhar pra fora e focar nas oportunidades.

 

Qual seu conhecimento político-partidário?

Minha vida após 2008 é voltada para política-partidária, de eleições proporcionais e majoritárias. Pude ter a oportunidade de participar de muitos congressos e muitas eleições, tanto como coordenador de campanhas, como dirigente partidário e coaching eleitoral, são 12 anos nesta estrada.

 

A utilização da Inteligência Emocional na vida das pessoas, é um aprendizado restrito a um grupo treinado em cursos e palestras, ou o senhor entende que possa vir a ser um dia, inserida como um tema voltado para Políticas Públicas?

Neste momento no Brasil é um tema ainda restrito a cursos, nos EUA e Europa, já faz parte de políticas públicas desenvolvidas prioritariamente pelo seu principal desenvolvedor, Daniel Goleman. Minha esperança é que Formações como as nossas possam ser incorporadas como fator fundamental para o sucesso profissional e pessoal. Já realizamos alguns treinamentos em prefeituras com excelentes resultados, aqui no Rio no Município de Mangaratiba realizamos o Treinamento com 10 horas, “Inteligência Emocional para o servidor público”, os gestores ficaram muito satisfeitos e o feedback dos participantes foi o melhor possível.

O ex-candidato à Presidência pelo Patriota em 2018, Cabo Daciollo, em um dos cursos de Bria

Como o senhor explica o fenômeno de 2 milhões de votos, adquiridos na base do treinamento? Até que ponto a capacidade do ser humano em ser treinado é algo mais positivo, ou negativo, do ponto de vista psicológico?

Não existe alta performance sem treinamento exaustivo, a Fórmula do Voto, não é mágica e nem deixa espaço para a sorte, pelo contrário, é uma ação matemática. Entendo que o agente político precisa se comportar como um profissional de alto rendimento, dado isso, tem que entender rapidamente que a pessoa certa, no lugar certo, produz o resultado certo. A Fórmula do Voto, tem como primeiro mandamento a definição de mandato. Mandato é uma conquista coletiva, obtida por um grupo de pessoas, alinhadas, colaborativas, focadas e com objetivos comuns. Vejo que o treinamento, desde que bem executado na área eleitoral, ou em qualquer outra, é uma ferramenta muito positiva por gerar motivação e entendimento, de que as pessoas alinhadas vão sempre gerar melhores resultados.

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