O homem e a natureza

Nosso planeta se caracteriza pelos seus excelentes mananciais fazendo permanecer valores fundamentais para a conservação da vida. Como...

Direito Ambiental / 19:01 - 19 de dez de 2017

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Nosso planeta se caracteriza pelos seus excelentes mananciais fazendo permanecer valores fundamentais para a conservação da vida. Como uma costura, cujo fim ainda não se prevê, o homem tem se utilizado de todos os benefícios proporcionados por Gaia e define-se como a própria Terra atuando como impulso da própria sobrevivência e sabendo combater todos os instrumentos predatórios utilizados para a sua lenta destruição. Quem sabe se é possível acreditar que um dia o nosso planeta vai deixar de existir da forma que aconteceu quando se iniciou a extinção da vida animal, na época dos dinossauros. Para assim chegarmos aos mecanismos de sobrevivência o desenvolvimento e recuperação dos recursos mal tratados pelo próprio homem.

Diante do desprezo apontado pelos descasos com o meio ambiente, o desenvolvimento e recuperação dos recursos naturais têm sido totalmente dispensados em face das atividades econômicas industriais e inclusive da coletividade em geral, voltadas a extrair da terra vantagem que normalmente seriam produzidas. Isto significa que se nós não conservarmos valores fundamentais da estrutura ambiental, estaríamos caminhando para o caos total sem nenhuma saída para a nossa fauna à flora e o próprio homem. Embora no fundo jamais possamos considerar o fim do planeta, não custa uma constante preocupação para que o mundo em que vivemos seja preparado para evitar as catástrofes que possam atingir o equilíbrio na conservação, o acervo natural muito importante para a nossa sobrevivência. Naturalmente, este alerta tem como fim a superação das ações negativas decorrentes dos resultados obtidos por este descaso.

Logicamente, o homem sempre visou proporcionar em suas atividades a favor da evolução da sociedade, com as vantagens advindas dos recursos naturais e seu aproveitamento para desenvolver e tornar melhor amparada. O tempo tem sido um espelho da evolução do homem, visando uma vivência mais confortável e naturalmente o equilíbrio para que esta meta seja permanente. Não podemos, contudo, deixar de mencionar que as atividades se justificam quando ocorrem as devidas reparações para fazer retornar a natureza status quo ante, resultando do ambiente sadio para a conservação destes valores. Inclusive em matérias do passado apresentamos destaque justamente a estas situações.

O mercado, com sua característica oportunista, aproveita a nova onda ambientalista com objetivo maior de obtenção daquilo que mais o interessa; o lucro financeiro. E como “a corda sempre arrebenta na parte mais frágil”, o direito, que desde cedo se submeteu à influência de economia dominante ao longo da história de sua consolidação, é a quem caberá equilibrar essa relação. O homem, no decorrer de sua existência, consolidou a ideia de que a natureza existe para ser dominada e não conservada. Chegamos ao ápice de uma sociedade moldada sobre uma filosofia visando o “ter” ao invés do “ser”, cuja necessária racionalidade coletiva é difícil de ser implementada, pois a coletividade é constantemente bombardeada pelos veículos de comunicação, que são completamente submissos aos detentores do capital, incentivando uma inversão valorativa e até mesmo criando novos valores que não têm nada a ver com a essência do ser humano, criando dessa forma uma espécie de coisificação de todas as coisas, onde tudo e todos são objetos de comércio para obtenção de lucros financeiros.

O imediatismo alavancado por um capitalismo alicerçado no consumismo frenético afetou até mesmo o campo das ciências e tecnologias. Uma das formas de se atingir a sustentabilidade seria através da distribuição homogênea não só de capital, como também das tecnologias, o que o atual sistema dificulta. Mas como será possível realizar esta proeza se relevantes temas deontológicos são atropelados pela pífia filosofia do “tudo por dinheiro?”

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor