O meu primeiro

Em tempos de energia curta, o governador do Rio, Anthony Garotinho, enviou ofício ao presidente FH em que sugere – ingenuamente – que sejam reconhecidas as particularidades de cada região do país, clima e importância econômica e cultural, caso perdure o racionamento. No entender do governador, o estado não tem condições de manter no verão a meta de economia de 20% sobre a média do consumo do inverno, especialmente com a chegada de turistas, que ocorre quando o calor chega a níveis quase senegalescos. Garotinho pode estar, sem perceber, dando armas ao “inimigo”. No caso de um racionamento seletivo, seria muito mais lógico o governo – em plena fase de exportar ou morrer – priorizar o consumo das regiões que concentram indústrias exportadoras. Caso de São Paulo, o líder, Rio Grande do Sul, que tomou de Minas a segunda posição entre os maiores estados exportadores, e a própria Minas Gerais.

Visão
Dirigentes e funcionários de empresas varejistas estão em mundos diferentes: enquanto entre os primeiros pouco mais da metade (57,8%) acha que as lojas têm bom atendimento, 84,4% dos empregados avaliam que a qualidade de atendimento é boa; mais da metade dos dirigentes entrevistados (média 59,2%) não acredita que os funcionários apreciem trabalhar no varejo, enquanto que a maioria dos funcionários (90%) afirma gostar de trabalhar no setor. Os dados são de pesquisa abordando a realidade na gestão de pessoas no varejo brasileiro feita pela consultoria Gouvêa de Souza & MD e apresentada durante a 42ª Convenção Nacional do Comércio Lojista, em Porto Alegre. Foram entrevistados 204 dirigentes lojistas e 2.731 empregados de redes de lojas de departamento, vestuário, cosméticos, calçados, tecidos, eletrodomésticos, cine-foto-som, ótica e supermercados. O grau de satisfação entre funcionários comissionados (43%) é maior do que os que recebem salário fixo (33%).

Robôs
Adiada após o atentado no World Trade Center, foi remarcada a “Guerra dos Robôs”, promovida pela Unicamp. Será amanhã, às 15h30, no teatro de Arena da universidade, rebatizada de 1ª Competição de Robôs no Brasil. Neste novo formato, será dividida em duas partes: Competição de Habilidades e Prova de Resistência e Força (a guerra propriamente dita).

Vox afeganis
Prestes a invadirem o Afeganistão, os Estados Unidos deveriam lembrar a seus soldados que um dos ditados mais populares daquele país é emblemático: “Aqui é fácil de entrar e difícil sair”. Para um país em guerra há cerca de 20 anos, não deixa de fazer sentido.

Dormindo com o inimigo
Babalorixá ouvido por esta coluna antecipa: nos próximos três anos o novo inimigo número 1 dos Estados Unidos atenderá pelo nome de Aliança Norte.

“Friends”
A revelação de que George Bush, pai, era sócio de Bin Laden, irmão, é mais um alerta, mesmo ao jornalismo “chapa branca”, de como é perigoso aderir, acrítica e precipitadamente, às versões oficiais divulgadas pela Casa Branca sobre supostas provas contra o irmão do ex-sócio do pai do atual presidente.

Desorganização
O atendimento da Cerj deixa muito a desejar. Primeiro, porque o serviço de 0800 vive ocupado e não pode ser acessado de qualquer telefone. Em segundo lugar, porque a empresa não cumpre os prazos estipulados pelas atendentes. Para piorar, possui apenas um único posto de atendimento aos clientes para toda Niterói e região, gerando filas intermináveis todos os dias. Apesar dos esforços dos funcionários, a Cerj sistematicamente prejudica seus clientes, cujo lamento nas filas é uníssono: quando a empresa era pública o atendimento era muito melhor.

Campeão de vendas
Nos Estados Unidos, o papel higiênico com o rosto de Osama bin Laden estampado não consegue esquentar lugar nas prateleiras, apesar de custar US$ 10 (com renda revertida para vítimas do atentado), contra menos de US$ 2 o pacote com quatro rolos normais. Já na Indonésia, a face do inimigo número um dos EUA também é um sucesso, só que em outro suporte: camisetas.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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