O petróleo é nosso

O fato do governador do Rio, Sérgio Cabral, a exemplo de seus colegas de São Paulo, José Serra (PSDB), e do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), defender os interesses do seu estado, não deveria ser misturado com o apoio à manutenção do modelo de concessão de riqueza tão grandiosa quanto finita. Não existe um só país com reservas relevantes de petróleo que permita a transferência desta para mãos estrangeiras.
Em português mais claro: o petróleo tem de ser dos brasileiros. Em todas grandes nações produtoras, predomina ou a prestação de serviço por empresas contratadas, com o devido pagamento, ou a partilha, com o Estado local retendo, no mínimo, 80% do petróleo descoberto, como lembra nesta edição do MM o ex-presidente da Aepet Ricardo Maranhão.

Submissão x autonomia
A proposta que vai predominar sobre a participação dos estados produtores na fatia a ser jorrada dos recursos do pré-sal fornecerá aos cidadãos do Estado do Rio de Janeiro boa síntese das vantagens e do ônus da incensada parceria entre Cabral (PMDB) e o presidente Lula.

Fim do império
A desigualdade e o declínio social contínuo avançam – com mais desapropriações de imóveis, falta de cobertura de saúde, menos pessoas ingressando nas universidades e mais desabamentos de pontes. Enquanto isso, as grandes corporações seguem com seus lucros. Este é o retrato dos Estados Unidos mostrado pelo sociólogo holandês Jan Nederveen Pieterse – que vive desde 2001 nos EUA – no livro O fim do império americano? Os Estados Unidos diante da crise (Geração Editorial, 272 páginas, R$ 29) Segundo Pieterse, o futuro pode ser tenebroso: bancos, fornecedores de armas e multinacionais talvez prosperem, mas o que acontecerá com o poder de compra dos norte-americanos? Sem esse poder para movimentar a economia, quanto tempo irá durar a hegemonia?

Oriente
O volume de exportações do setor de cerâmica brasileiro para países da Ásia e do Oriente Médio, como Coréia do Sul, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, aumentou em mais de 100% nos últimos oito anos. O principal importador, os Emirados Árabes Unidos, comprou 355,3 mil m², totalizando US$ 3,183 milhões.

Laços fortes
Para mostrar o potencial do Brasil, 35 das maiores empresas alemães instaladas aqui terão um encontro com o ministro da Economia da Alemanha, Karl-Theodor Zu Guttenberg, que estará em Vitória (ES) neste final de semana para participar do Encontro Econômico Brasil-Alemanha – a maior ação bilateral entre os dois países. Segundo Guilherme Stussi, presidente da Câmara Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro, as empresas alemães são hoje as que mais investem no estado. Por esta razão, ele está articulando junto com a Firjan para trazer o encontro para o Rio em 2011.

Cozinheiro
Estudantes e jornalistas recepcionam, nesta segunda-feira, às 9h, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que vem ao Rio fazer palestra na Firjan, na Rua Graça Aranha 1, no Centro. “O protesto é para mostrar que não desistimos de   recuperar o diploma que o STF cassou”, afirma o Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, um dos organizadores da manifestação. Gilmar está escalado para a palestra “As causas tributárias de   maior repercussão”.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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