O que fazer agora?

Por Luiz Affonso Romano e Clesio Landini.

Opinião / 16:16 - 4 de set de 2020

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Em tempo de afastamento social, muitas pessoas ficaram disponíveis no mercado de trabalho. Mas a pergunta que muitos podem estar se fazendo é: por que eu? Logo após o desligamento, muitas dúvidas surgem. Foi minha culpa? Não fui bom o suficiente? Poderia ter feito algo diferente? A mais angustiante, fala do futuro: o que fazer agora?

Algumas ideias são acentuadas pelo desempregado. Voltar a estudar – fazer uma especialização, empreender, aceitar uma nova posição com remuneração menor ou mudar de área. Qualquer que seja o caminho que escolher, é preciso deixar o desespero momentâneo do choque e refletir nas suas habilidades, inabilidades e necessidades do mercado.

A primeira coisa a fazer é se convencer de que crises sempre existiram, e isso faz parte da vida. Umas são mais fortes, e outras, não. É importante avaliar se a situação é pessoal ou conjuntural.

Respondendo às perguntas anteriores: voltar a estudar? Estudar exatamente para quê? O mercado está precisando disso? No que vai me ajudar? Decidir se dedicar apenas aos estudos exige atenção. Ficar fora do mercado por muito tempo, mesmo que para ficar estudando, pode prejudicar o retorno. Quando o mercado reaquecer, posso acabar ficando fora dele. A pergunta é: o meu estudo está me preparando para competir com pessoas mais bem formadas e experientes?

Abrir o próprio negócio? Gostar da cafeteria é uma coisa, gerir é outra. Abrir um negócio é gostar de resolver problemas, é gostar de servir pessoas, é estar disposto a estudar empreendedorismo. Negócios que não suprem necessidades específicas não são sustentáveis. Negócio próprio cada vez mais deixa de ser algo romântico e é ocupado por profissionais. Ver isso como solução para o desemprego deve ser objeto de profundo planejamento.

Ganhar menos? Se o dinheiro está curto, deixe as pessoas saberem que você está disponível. Escolher funções com maiores desafios, mesmo com remuneração menor, é algo que exigirá mais de você, mas vai gerar menos frustração. Isso afasta a impressão de retrocesso na carreira, mais adiante é mais fácil retornar ao patamar anterior.

Mudar de carreira? É para a mesma área ou para outra totalmente diferente? Essa é uma decisão complexa. Começar do zero sempre traz efeitos na vida pessoal. Na crise é desaconselhável a mudança de carreira. Historicamente, nas crises, a lógica por trás das demandas de mercado de contratação é por pessoas que mais se aproximam das suas reais necessidades. Ou seja, com experiência e formação ideais. Não sobrando espaço para novatos.

Gostaríamos de acrescentar uma opção a ser considerada por você. Imagine que você passou anos desenvolvendo habilidades e acumulando conhecimentos específicos para servir empresas enquanto funcionário. Isto tem um valor significativo, e certamente existem muitas empresas que gostariam de contar com o seu conhecimento, mas não estão empregando. Correto? Mas talvez o que elas não saibam é que podem contar com a sua ajuda de uma maneira mais independente.

A consultoria empresarial independente é a alternativa para que muitos negócios encontrem soluções para os reais problemas que enfrenta. A intervenção da consultoria pode ser rápida e precisa a ponto de salvar uma empresa da falência. Você pode ser um verdadeiro agente de mudanças em todo o processo e ser remunerado por isso. Você sabia disso? Talvez já saiba, mas sabe como fazer? Conheça os detalhes do C5.0, programa de mentoria para desenvolvimento profissional.

Luiz Affonso Romano

Consultor organizacional há 5 décadas, é coordenador da pesquisa “Perfil das Empresas de Consultoria no Brasil” 2012 a 2019 e CEO do Laboratório da Consultoria.

Clesio Landini

Consultor empresarial há 3 décadas e professor universitário há 15 anos, é coordenador pedagógico do Curso de Administração Unip.

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