O que houve?

Um fato em particular chama atenção dos que acompanham a cruzada de setores da mídia tupiniquim contra o Senado: afinal, por que razão se romperam as relações fraternais entre o senador José Sarney (PMDB-MA) e as Organizações Globo? E pensar que já houve tempo em que o então presidente da Globo, Roberto Marinho, nomeava e demitia o ministro da Fazenda do Governo Sarney, como revelou o ex-ministro Maílson da Nóbrega em entrevista à revista Playboy, publicada na edição de março de 1999.

Muro
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), preferiu recorrer à neutralidade ao comentar a crise no Senado, envolvendo o presidente da Casa, José Sarney. Na opinião de Campos, o processo vai andar dentro da institucionalidade. “Você não pode dizer como se julga um senador. Está lá escrito: a regra é essa. Vai ter que passar por essa regra. Se o Sarney vai renunciar ou não, é uma decisão que cabe a ele”.

Ninguém segura
Eduardo Campos, que realizou palestra, promovida pela Onip, na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), aproveitou a ocasião para divulgar as ações de seu governo. Citou como exemplo o Porto de Suape e o estaleiro Atlântico Sul como obras de grande repercussão e de geração de emprego e renda – a primeira, obra de vários governos; a segunda, fruto da Transpetro bancar um estaleiro virtual de uma empreiteira.
Eduardo Campos disse ainda que está implementando um conjunto de obras orçadas em R$ 67 milhões em projetos estruturantes. Além disso, frisou que os investimentos na Refinaria Abreu Lima, a petroquímica de Suape, e o estaleiro Atlântico Sul totalizam US$ 7 bilhões.

País da cachaça
Produto genuinamente nacional, a cachaça é o terceiro destilado mais consumido no mundo, superado apenas pela vodca e pelo soju coreano. O Brasil produz anualmente cerca de 1,2 bilhão de litros da bebida, exportando menos de 1% da produção, segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). Ou seja, 1,18 bilhão de litros é voltado para o consumo interno. Os dados fazem parte da campanha publicitária “Paixão Brasileira”, lançada pela Ypióca.

Parla, Simon!
Integrantes do Pasps (Partido dos Admiradores do Senador Pedro Simon) fazem uma confidência à coluna: todos adorariam que o senador gaúcho usasse sua retórica ferina e contundente, com que costuma atingir o Governo Lula, quase sempre de forma pertinente, também contra a calamitosa administração Yeda Crusius, a governadora tucana do Rio Grande do Sul.

Missão quase impossível
Transportes é o tema central do XXXV Ciclo de Estudos de Planejamento e Estratégia, da Associação dos Diplomados da Escola Superior Guerra (AdesgRio), nesta semana. Os participantes do ciclo, além de conhecerem de perto o funcionamento do Metrô, assistirão a uma palestra do presidente da Rodoferro, da Rio Ônibus e da Fetranspor, Celis Marcos Teixeira. O trabalho final dos civis e militares que participam do ciclo é o de arranjarem soluções para o melhor funcionamento dos transportes no Rio de Janeiro – tarefa pouco compatível com o transporte por ônibus no estado.

“Bad boys”
De Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia: “Infelizmente, a medida (maior controle sobre os mercados especulativos) enfrenta a oposição da administração Obama, que ainda parece funcionar pela lógica segundo a qual aquilo que for bom para Wall Street será bom para o país. Nem a administração nem nosso sistema político estão prontos para encarar o fato de que nos tornamos uma sociedade na qual as grandes recompensas vão para quem se comporta mal, uma sociedade que enche de dinheiro quem deixa todos nós mais pobres.” Os principais assessores econômicos de Obama são pessoas do “mercado”.

Fim
A empreiteira OAS rompeu as negociações que vinham sendo feitas com a Setal para a construção de um estaleiro na Bahia, o Ebasa. A informação foi dada pela própria diretoria da Setal ao presidente do Sinaval, Ariovaldo Santana Rocha.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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