O que pode impactar o mercado hoje?

Decisões de política monetária em destaque; Copom mantém Selic em 2,0% a.a.

Opinião do Analista / 12:19 - 17 de set de 2020

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O Ibovespa encerrou o pregão de ontem em queda de 0,62%, fechando em 99.675,7 pontos. As taxas futuras de juros fecharam o dia em alta ao longo de toda a curva, apesar da decisão do Copom de manutenção da Selic, com o mercado à espera do leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional que ocorrerá hoje. DI janeiro de 2021 fechou em 1,97%; DI janeiro de 2023 encerrou em 4,23%; DI janeiro de 2025 foi para 6,11%; e DI janeiro de 2027 encerrou em 7,09%.

As Bolsas Europeias e os futuros dos EUA operam em baixa nesta manhã, repercutindo sobretudo a falta de sinalização de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) possa prover estímulos adicionais aos atuais. Os integrantes do Fed decidiram manter a taxa dos Fed funds inalterada na faixa entre 0% e 0,25% ao ano, conforme previam as expectativas. No comunicado em que anuncia decisão de política monetária, a instituição informou que pretende deixar a taxa básica de juros inalterada até que sejam alcançados os objetivos de máximo emprego e inflação a 2% no longo prazo. Além disso, no Japão, o BoJ (o BC do país) também manteve sua política monetária inalterada, mas afirmou que não hesitará em tomar medidas adicionais de relaxamento se necessário.

No Brasil, o destaque é também a decisão de política monetária. O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu ontem, por unanimidade, manter a taxa básica Selic em 2% ao ano. A decisão veio em linha com o esperado pela XP Investimentos e pelo mercado, como apontava nossa pesquisa pré-Copom.  Entendemos que a decisão reforça nosso cenário de que a taxa Selic permanecerá em 2% até o segundo semestre de 2021, e subirá gradualmente até 3% no final do ano. Caso a perspectiva de sustentabilidade das contas públicas se deteriore significativamente, o Copom pode optar por elevar a Selic mais cedo do que o contemplado em nosso cenário.

Em relação ao noticiário político, depois do anúncio de Jair Bolsonaro de que tinha desistido de levar adiante o Renda Brasil, o senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator do Pacto Federativo e do Orçamento, encontrou-se com o presidente e disse ter recebido aval para prever um programa de transferência de renda no ano que vem. Para evitar indisposições, a discussão sobre a fonte de financiamento deve ser feita de maneira reservada.

Por fim, na agenda econômica do dia, os destaques serão a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, em evento virtual da Confederação Nacional da Indústria. No exterior, o Banco Central da Inglaterra anunciará sua decisão de política monetária, enquanto os EUA publicam ainda os dados semanais de auxílio-desemprego.

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XP Investimentos

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