O retorno de Jedi

Acredite se Puder / 16:10 - 25 de jun de 2001

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Antigos acionistas do Banco do Brasil receberam com reservas as medidas reveladas para o fortalecimento da instituição. Relembram que não é a primeira vez que o governo demonstra a intenção de deixar o banco sem problemas. Apesar de constar no fato relevante decisões que poderão ser altamente favoráveis para o melhor desempenho e a elevação da rentabilidade, todos continuam temerosos. Ninguém consegue esquecer 1986. Naquele ano, quando resolveram acabar com a conta-movimento, anunciaram que todas as operações subsidiadas passariam para a União. O que aconteceu, na realidade, foi a primeira aplicação do golpe que, anos mais tarde, o Banco Central passaria a utilizar em larga escala: a parte boa foi para o mais forte, no caso a União, enquanto a parte podre da conta-movimento continuaria com os acionistas E quase quebrou o Banco Brasil por volta de 1994. Resta saber se agora essa decisão será respeitada; ou o Banco do Brasil se transformará em instituição financeira forte ou continuará como mero instrumento da política governamental. BB DTVM independente Eduardo Guimarães, presidente do Banco do Brasil, anunciou que transformará a BB DTVM em empresa independente. Apesar da concretização depender da confirmação pela assembléia de acionistas, que será realizada na primeira quinzena de julho, Eduardo Nakao, ex-chefe do Departamento de Operações de Mercado Aberto do Banco Central, já foi anunciado como o presidente da distribuidora. Guimarães ressaltou que não consta dos planos do governo a venda da instituição. Assim, a independência da distribuidora se dará pela criação de diretoria que não seja composta pelos dirigentes do banco. Até o momento, o diretor financeiro do Banco do Brasil era nomeado como presidente da BB DTVM. Quanto ao resto do pessoal, a única revelação até o momento é que serão cedidos pelo banco. Quanto ao pagamento, o presidente não esclareceu se continuarão na folha do banco ou serão remunerados pela distribuidora. Bem, esses detalhes deverão ser esclarecidos durante as reuniões com as Abamecs que serão realizadas a partir do próximo mês. O grande grilo Em dezembro do ano passado, o BNDES vendeu toneladas de lotes de mil ações preferenciais do Banco do Brasil pelo preço de R$ 7,50. Evidentemente, a cotação estava mais alta até o vazamento de tal informação. Bastou a operação ser realizada, o papel voltou a subir. Agora, está na faixa de R$ 12,00. Qual a explicação? O BNDES não confia nas alterações que serão realizadas? Abamec-Nacional e Bovespa Humberto Casagrande, presidente da Abamec-Nacional, e Raymundo Magliano Filho, presidente da Bovespa, assinaram convênio para integrar as reuniões com empresas promovidas pela Abamec ao segmento do Novo Mercado. A partir dessa iniciativa, as apresentações de companhias listadas no Novo Mercado ou de empresas do Nível 1 e do Nível 2, realizadas pelas regionais em todo o país, serão reconhecidas como divulgação de informações sobre sua situação econômico-financeira, perspectivas e projetos. Dessa maneira, as companhias que realizarem reuniões na Abamec estarão cumprindo os Regulamentos de Listagem do Novo Mercado e de Práticas Diferenciadas de Governança Corporativa estabelecidos pela Bovespa para o novo segmento. Todas as reuniões serão abertas a qualquer interessado, independentemente de ser associado da entidade e isento de qualquer custo desde que faça sua inscrição com antecedência de 48 horas na sede da regional onde será realizada a reunião.

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