O Rio de Janeiro e os eventos

O momento atual é de muita prudência e sobretudo de trabalho em equipe. A pandemia nos mostra que a cadeia produtiva do turismo não tem muito como seguir nenhum planejamento rígido. Assim, aos poucos e aos trancos e barrancos, prosseguimos nossa caminhada. Os eventos virtuais foram se aprimorando e conquistando uma parcela importante de interessados. Não tivemos Réveillon, nem teremos Carnaval. Tais fatos não significam que paramos.

Talvez seja o momento de fortalecer os Conventions e fazer das políticas públicas de eventos um trabalho integrado inclusive com o Senac e Sebrae. Ainda sentimos ações isoladas com objetivos semelhantes e investimentos que poderiam ser agrupados.

O mundo mudou e muda a cada dia. São novas realidades que obrigam a reconfinamentos como em Portugal, a novos protocolos de segurança e a uma luta constante contra um grupo de infratores, que até hoje não entendeu ou finge não saber da sua periculosidade e continua organizando eventos particulares sem máscara e aglomeração, escondidos em grupos fechados.

A opinião pública acaba confundindo o conceito de evento e se torna especialista em suas colocações em redes sociais, com pouco conhecimento de causa. Temos que pensar 2022 com um calendário efetivo de 12 grandes eventos, um por mês, levando em consideração a sazonalidade e a captação em curso de congressos e seminários científicos.

Faz-se necessária inovação e não a repetição dos mesmos grupos que sugerem atividades faraônicas e pensadas por quem não tem interação com o setor de eventos. Vamos criar um fórum de eventos integrando todos os interessados, sobretudo a Abeoc e chegar a um denominador que traga resultados.

Há um conjunto de puxa-sacos que sempre aparecem em todos os governos com projetos mirabolantes, que geram matérias em vários veículos, mas que nunca saem do papel e entidades de classe que continuam omissas e com discurso de adesão à qualquer pessoa que esteja no governo. A aproximação fundamental para a sobrevivência do setor merece ser desenvolvida, mas com espírito crítico e independência, que nenhum conselho administrativo ou cargo podem fazer calar.

Com fé, esperança, cabeça erguida e muita luta, vamos conseguir sobreviver com novas cabeças pensantes e com muito trabalho. É hora de simplesmente arregaçar as mangas com ética e responsabilidade.

 

Bayard Do Coutto Boiteux é professor universitário, escritor e pesquisador. Atualmente desenvolve atividades voluntárias no Instituto Preservale e na Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ.

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