OAB vê PGR virando partido

Santa Cruza critica disputa na obtenção de documentos da operação Lava Jato,

Conjuntura / 23:14 - 7 de ago de 2020

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Ao comentar a crise entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Lava Jato, que disputam a obtenção de documentos da operação, o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, afirmou que o Ministério Público Federal virou um partido no Brasil.

A declaração foi feita durante um debate na TV 247 sobre a Lei de Segurança Nacional, com participação do advogado Pedro Serrano, do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) e mediação da jornalista Dayane Santos. ressaltou que não se pode “ter 15 mil Ministérios Públicos”, criticando a exagerada autonomia e os excessos da força-tarefa de Curitiba.

 

Na direção de novo SNI

O embaixador e ex-ministro Celso Amorim disse à TV 247 que a recriação do Serviço Nacional de Informações ((SNI) da ditadura militar por Jair Bolsonaro, agora com o nome de Centro de Inteligência Nacional (CIN), é um “passo seguro” rumo à volta do regime militar.

O ex-chanceler do governo Lula relembrou a fala do ex-ministro Golbery do Couto e Silva, um dos criadores do original SNI, que espionava partidos políticos e organizações sociais, e que mais tarde se arrependeu do feito. “É uma coisa perigosíssima. O melhor depoimento é do próprio Golbery, que foi o criador e que depois disse: ‘criei um monstro’, e foi necessário muito tempo para desfazer ou pelo modificar o perfil, a Abin ainda tem algumas características”.

 

Investigação sobre o dossiê

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-ÃP) ao participar, nesta sexta-feira, de reunião fechada da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, se mostrou insatisfeito com as explicações dadas pelo ministro André Mendonça, da Justiça e Segurança Pública, sobre a confecção de um dossiê contra servidores federais antifascistas. Disse que vai propor a instauração de uma investigação e que vai pedir ao Supremo Tribunal Federal, na ADPF 722, relatada pela ministra Carmen Lúcia, que seja instaurado um inquérito investigativo sobre a conduta do Ministro da Justiça e de seus subordinados.

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Michele nos passos de Rosane Collor

O depósito de 21 cheques na conta bancária da primeira dama Michele Bolsonaro realizado por Fabrício Queiroz, conforme reportagem da revista Crusoé, fez com que deputados associassem o ocorrido com o caso de corrupção envolvendo o ex-presidente Fernando Collor e Paulo César Farias, conhecido como PC Farias.

Parlamentares da oposição relembraram caso similar tratado em uma CPI instalada no Congresso que investigou acusações de depósitos feitos por PC Farias. Na época, foi identificado que um cheque assinado por um sócio de PC Farias teria sido usado para a compra de um carro modelo Fiat Elba destinado à ex-primeira-dama, Rosane Collor. O caso culminou no impeachment do então presidente.

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