35.5 C
Rio de Janeiro
domingo, janeiro 17, 2021

Ocupado

As manifestações que se espalham pelos Estados Unidos estão escancarando o caráter pouco democrático do país “exportador de democracia”. Em Atlanta, Geórgia, a polícia prendeu 53 pessoas que protestavam em um parque no Centro da cidade. Em Oakland, Califórnia, a força policial entrou em confronto com manifestantes, terça-feira, quando mais de mil pessoas protestavam contra prisões de manifestantes que incorporaram o movimento Ocupem Wall Street.
Os prefeitos recorrem a normas locais, alegam garantir a segurança contra incêndios ou outras medidas antipovo, mas não conseguem evitar que o movimento se espalhe e ganhe cores locais, como o Ocupem Atlanta. Agora só falta começarem a exportar democracia para os Estados Unidos.

Rotos&esfarrapados
A ausência de unidade na cúpula da União Européia (UE) não se limitou à falta de propostas efetivas para enfrentar a crise em que se chafurda o continente. A reunião também serviu para troca de farpas entre seus integrantes. Poucos dias após dizer ao primeiro-ministro da Inglaterra, David Cameron, “estar farto” das opinião dos não integrantes da Zona do Euro, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, ironizou a  bolha  espanhola. Ele disse que a Espanha foi elogiada pelo “milagre econômico”, devido ao forte  crescimento nos  anos de boom imobiliário, porém, agora, ninguém deseja estar na sua situação: “Durante décadas, agiram como se pudessem se isentar das regras do senso comum, e os países que não despertaram a tempo são países que, agora, não podem afrontar a situação”, disse em discurso, no Sul da França.

“Muy” amigo
Diante da repercussão da afirmação, o Sarkozy mandou dizer através do seu porta-voz, que o discurso não “fora depreciativo”. Imagine quando o presidente francês, também às voltas com o declínio de seu país, resolver criticar os sócios do bloco.

Estranho na maca
Premiar pessoas e instituições que contribuíram decisivamente para a elevação da qualidade, abrangência e eficácia do sistema de assistência médica na capital fluminense. Esse é o objetivo da primeira edição do Prêmio Barão de Mauá – Gestão em Saúde, realização da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). Diante disto, é estranho que entre os premiados apareça Hans Dohmann, secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro. O caos na Saúde não pode ser debitado apenas na conta do governo estadual; no município, a falência do sistema público judia da população que dele precisa.
Os demais premiados são o Centro de Transplante de Medula Óssea do Inca (representado por Luiz Antônio Santini, presidente do Inca); Edson de Godoy Bueno, presidente da Amil; e Bradesco Saúde (representada pelo presidente Marcio Serôa de Araújo Coriolano). A cerimônia de premiação será na noite desta quinta-feira, no Windsor Atlântica Hotel.

Flúor imperialista
Ao criticar a concentração do poder econômico mundial nas mãos de 147 empresas, de acordo com pesquisa de um instituto suíço, o economista Adriano Benayon, da Universidade de Brasília (UnB) opinou que a tendência do mundo é consolidar uma sociedade de controle, a partir de uma conspiração anglo-americana. “Faz parte dessa conspiração o processo de destruição dos valores culturais para tornar as pessoas passivas”. Além das drogas e da destruição da música, Benayon cita também o uso do flúor na água, entre outras iniciativas. Segundo ele, o flúor foi usado na Irlanda e na Alemanha nazista para deixar as pessoas “mais escravizáveis”.

Corrupção sistêmica
Benayon acusa também os conspiradores anglo-americanos de criar bactérias em laboratórios para favorecer a indústria farmacêutica e turbinar as vendas de vacinas. “Tudo isso faz parte da corrupção sistêmica. Não adianta atuar contra ela no varejo”, diz.

Juros transnacionais
Presidente mundial do grupo Renault/Nissan, nascido no Brasil, naturalizado francês, morando há muitos anos na Europa, Carlos Ghosn volta às raízes na hora de investir seu dinheiro. Aplica em renda fixa – e pequena parte em ações – no Brasil.

Artigo anteriorAntes e depois
Próximo artigo“Nova” Líbia
Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

Grande produtor rural não paga impostos

Agronegócio alia força política a interesses do mercado financeiro.

Não foi a disrupção que derrotou a Ford

Mercado de automóveis está mudando, mas montadora sucumbiu aos próprios erros e à estagnação que já dura 6 anos.

Quantas mortes pode-se debitar na conta de Bolsonaro?

Se índice de óbitos por Covid-19 no Brasil seguisse a média mundial, teriam sido poupadas 154 mil vidas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Varejo sente redução no auxílio e alta da inflação

Comércio ficou estável em novembro e quebrou sequência de recuperação.

Senado quer que Pazuello se explique

Pedido de convocação para cobrar ação do Ministério da Saúde no Amazonas.

Lenta recuperação na produção industrial dos EUA

Setor ainda está 3,6% abaixo do nível anterior à pandemia.

Realização de lucros em âmbito global

Bolsas europeias e os índices futuros de NY operam em baixa nesta manhã de sexta-feira.

Desaceleração deve vir no começo do primeiro trimestre

Novo pacote de estímulo fiscal, bem como o avanço da imunização, deve garantir reaceleração em direção ao final do período.