Ocupem o BC

Sucesso de público e fracasso na mídia tradicional, que boicotou o movimento durante quase três semanas, o Ocupe Wall Street vai chegar ao Brasil. Terça-feira, primeiro dia da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, os Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC e de São Paulo, com apoio de economistas, lideranças populares e entidades da indústria, lançam o manifesto Ocupe o Copom: Wall Street é aqui. “O Brasil é um caso único na história econômica de prática de juros reais de dois dígitos por 16 anos seguidos, de 1991 a 2006”, destaca o documento.

Luxo improdutivo
Os integrantes da versão brasileira do OWS criticam o BC, por, no fim de 2008, na contramão do mundo, manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano: “O BC só foi reduzir a taxa em janeiro, quatro meses depois da crise se abater sobre o mundo trazendo uma contração na produção industrial brasileira de mais de 20%. Um país como o Brasil, com urgente necessidade de crescer e se desenvolver, não pode se dar ao luxo de transferir enormes volumes de capital na forma de renda improdutiva.”

Antecedentes
Ainda em setembro, no artigo “Para quem cara pálida?”, Osvaldo Nobre alertava: “Não há como descartar-se a possibilidade de graves problemas civis nos EUA.”
A mídia amestrada ficou surda aos alertas porque quis.

Goleada
O pequeno BMG é grande dentro das quatro linhas: sozinho, é responsável por quase 50% dos empréstimos bancários aos principais clubes do país (ficaram de fora do levantamento, feito pelo banco Itaú, Flamengo, Botafogo e Atlético Mineiro). O BMG tinha a receber, ao fim de 2010, R$ 108,9 milhões, do total de R$ 248,5 milhões que os clubes deviam. O Bradesco limitava-se a R$ 22,7 milhões, importância similar à do Itaú (R$ 21,3 milhões). O banco mineiro responde por 80% do débito com instituições financeiras do Vasco, e 70% do Corinthians.
Uma das explicações, mas talvez não a principal, pode ser a de que bancos de primeira linha exigem mais garantias.

BH é bom negócio
Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, 66% dos brasileiros e 83% dos estrangeiros usam hotéis para se hospedar. Ainda segundo a pesquisa, uma em cada três pessoas que visitam Belo Horizonte pela primeira vez viaja para participar de algum evento ligado a negócios. Os principais espaços para congressos e feiras da cidade, como Expominas e Minascentro,  têm taxa de ocupação média de 80%, chegando a 100% em alguns meses.

Gol do turismo
De acordo com o setor hoteleiro, cada quarto de hotel construído gera, em média, quatro empregos diretos. Isso significaria que, até a Copa em 2014, o segmento geraria cerca de 60 mil empregos apenas em Minas Gerais. A cadeia produtiva envolve setores, como têxtil, moveleiro, tecnologia da informação, telefonia, jardinagem e tradução, além do impacto sobre o comércio local: “É o poder da indústria do turismo e lazer. Depois da Copa de 2010, o número de turistas na África aumentou 25%. Minas tem potencial para ultrapassar esse patamar”, prevê o secretário estadual Extraordinário da Copa do Mundo de Minas, Sergio Barroso.

Fruto de ouro
Tomates sem resíduos de agrotóxicos é o que promete a Embrapa Solos com o Tomatec, que será apresentada em São Sebastião do Alto (a 84 quilômetros de Nova Friburgo, RJ), na próximo terça-feira, às 10h. A tecnologia se baseia no uso da fertirrigação, tutoramento vertical, plantio direto, manejo integrado de pragas e ensacamento das pencas para a produção do fruto sem defensivos agrícolas.

Livros em dia
Inscrições abertas para a 55ª Convenção dos Contabilistas do Estado do Rio de Janeiro, organizada pelo CRC-RJ. O tema será “A Contabilidade Brasileira no Novo Contexto Mundial”. A convenção ocorre de 27 e 29 de outubro, no Centro de Convenções SulAmérica, junto com o VI Fórum da Mulher Contabilista. Detalhes em www.crc.org.br/55-concerj/index.html.

Procura e oferta
Apesar da crise, é crescente a dificuldade de se encontrar imóveis em Paris. Os preços também voltaram aos tempos da bolha imobiliária.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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