Oi pede mais tempo em seu plano de recuperação judicial

Companhia diz que precisa de maior flexibilidade operacional e financeira.

Mercado Financeiro / 22:44 - 28 de fev de 2020

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Com uma dívida de R$ 30 bilhões, a Oi está tentando ganhar mais tempo em seu plano de recuperação judicial. A companhia de telecomunicações protocolou na quinta-feira, perante o Juízo da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, petição para levar à deliberação dos credores, em nova Assembleia Geral de Credores, um aditamento ao plano de recuperação judicial já homologado. A notícia só foi comunicada pela companhia nesta sexta-feira.

De acordo com fato relevante, o adendo tem como objetivo alcançar maior flexibilidade operacional e financeira para a empresa seguir com seu projeto de investimento e o cumprimento de seu plano estratégico de transformação (Plano Estratégico).

A estratégia da companhia passa por uma reorganização das suas operações de forma a dar mais eficiência a sua estrutura societária e criar opções estratégicas de capitalização e fortalecimento da Oi, alinhadas a seu Plano Estratégico, que está sendo implementado com transparência”, afirmou a empresa, que está em recuperação judicial desde 2016.

A operadora reiterou seu compromisso na execução de seu plano estratégico com foco “na massificação da fibra ótica no Brasil e em negócios de maior valor agregado” e com tendência de crescimento e visão de futuro, bem como que o movimento já começou a dar resultados positivos nos indicadores operacionais e financeiros da companhia, e será acelerado neste ano, alcançando consolidação em 2021.

 

Plano de recuperação

 

Em 20 de junho de 2016, a Oi protocolou na Justiça o pedido de recuperação judicial, mas somente 18 meses depois a Assembleia Geral de Credores aprovou o plano. Na época, o então presidente da Oi, Eurico Teles, disse que a “aprovação significa que a empresa virou uma página e começará a escrever uma nova história”. “Esse é um momento histórico para a Oi e para as telecomunicações no Brasil. Ele marca o momento em que a Oi voltará a ocupar lugar de destaque no mercado e a ser reconhecida pela importância que ela tem para o país”. Na verdade, era apenas mais um dos diversos capítulos que se transformou a trajetória da empresa.

A Oi é a líder no segmento de telefonia fixa, com 31,3% do mercado nacional; na banda larga, é a terceira, com 17,8% de share e no celular, a quarta, com 16,4% de participação. Os dados são da Anatel. No ano passado, a empresa despertou o interesse de grandes players, como AT&T, China Mobile, TIM e Telefónica foram apontados como interessados em adquirir, pelo menos, parte dela

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