PMEs: 83% esperam crescimento dos negócios nos próximos meses

Mais de 90% estão otimistas para o próximo trimestre e, dentre estes, 37% esperam aumentar o faturamento em mais de 20% no período

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Mercadinho (Foto: ABr/arquivo)
Mercadinho (Foto: ABr/arquivo)

Pequisa realizada em março com pequenas e médias empresas apontou que 83% delas têm uma perspectiva de crescimento do faturamento no curto prazo e apenas 1% demonstrou expectativas negativas. A sondagem indica, ainda, a percepção sobre a evolução da economia brasileira e outros avanços no setor, como expectativas de contração.

O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (Iode-PMEs), indicador da plataforma Omie, também revelou que 54% dos respondentes observaram crescimento do faturamento da empresa no período recente, enquanto apenas 17% sinalizaram retração.

No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em fevereiro de 2024, o Iode-PMEs mostra crescimento de 9,3%. Além disso, especificamente no primeiro bimestre do ano, o crescimento indicado pelo índice se mostra disseminado entre os grandes setores da economia (serviços, comércio, indústria e infraestrutura). E além da expansão do faturamento, mais da metade das respostas indicam que houve contratações no período recente, ainda que apenas 30% representaram efetivamente a abertura de novas vagas de trabalho. Já 29% relataram a contratação para vagas destinadas à reposição de equipe. Por outro lado, 82% dos empresários apontaram um aumento de custos e despesas nas pequenas empresas, enquanto apenas 4% mencionaram redução nos últimos meses.

Quanto à evolução de contratações, 43% dos respondentes sinalizaram que esperam abrir novas vagas de trabalho nos próximos meses – percentual ligeiramente mais alto que o observado no último levantamento – e 27% se mostraram propensos a acionar o mercado de trabalho caso haja necessidade de reposição da equipe atual. Ainda em relação à sondagem anterior, houve redução do percentual de respondentes (de 35% para 30%) que não esperam realizar nenhuma contratação no curto prazo.

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Com relação às percepções gerais dos empreendedores e gestores das pequenas empresas acerca da evolução da economia brasileira, 33% sinalizaram que esperam melhora do ambiente nos próximos meses. De toda forma, observa-se que a distribuição de respostas nesta questão foi mais equilibrada (36% esperam que a economia permaneça estável e 31% esperam que haja alguma piora), o que indica que um grau considerável de incertezas ainda está presente no ambiente econômico doméstico.

Já os principais problemas sinalizados pelos respondentes (que podiam mencionar até três tópicos) foram: altos custos com mão de obra (indicado por 48% dos respondentes), elevada competitividade no segmento (41%) e falta de capital de giro (34%).

No geral, as duas principais preocupações dos pequenos empresários permaneceram consistentes nas sondagens realizadas (em agosto de 2023 e março de 2024), com ênfase no crescimento das respostas relacionadas aos altos custos com mão de obra (de 42% para 48%). Os custos trabalhistas são impactados pelos elevados encargos pagos pelos empregadores, que se intensificaram com o aumento real do salário mínimo em 2024. Além disso, observou-se na sondagem mais recente um aumento notável nas respostas relacionadas à falta de capital de giro, o que reflete a pressão financeira enfrentada pelos respondentes e o ambiente ainda restritivo para obtenção de crédito por parte dos pequenos empreendedores.

Já pesquisa realizada pelo Mercado Pago com 9,3 mil PMEs apontou que seus proprietários gastam de 1 a 6 horas por dia em contato com diferentes parceiros, o que faz com que precisem despender de muito tempo para tarefas operacionais em de focar no desenvolvimento do seu negócio. E, apesar dessa dificuldade, o que eles querem mesmo é crescer. A maioria dos respondentes (95%) estão otimistas para o próximo trimestre e, dentre estes, 37% esperam aumentar o faturamento em mais de 20% no período.

Ainda segundo o levantamento, dos entrevistados, 83% costuma utilizar crédito como recurso para o seu negócio, sendo que metade deles aplica tal dinheiro para ter mais fluxo de caixa.

Perguntados sobre o incremento de receita gerado ao experimentarem a multicanalidade, 1 a cada 3 afirmam que tiveram aumento de 25% com tal estratégia.

A pesquisa ouviu mais de 9,3 mil usuários do Mercado Pago em todo o Brasil, na semana de 25 de março. Dos entrevistados, 81% possuem entre 30 e 59 anos de idade, 66% são homens e 50% têm faturamento mensal de até R$ 15 mil, 27% até R$ 29 mil e 23% acima de R$ 30 mil.

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