Olho gordo

Empresas em operação nos mercados emergentes buscam margens de lucro distante das realidades dos países desenvolvidos: mais de um quarto (27%) dos executivos só consideram “aceitáveis” margens de lucro superiores a 35%. A grande maioria dos executivos (87%) está otimista ou muito otimista quanto às possibilidades de maior faturamento nos mercados emergentes nos próximos dois anos, mostra o relatório Um passo à frente: sucesso nos mercados emergentes, produzido pela Economist Intelligence Unit. Foram ouvidos mais de 1.300 dirigentes de empresas nacionais e estrangeiras de destaque em 15 economias em desenvolvimento.

Acelera
Para François Barrault, CEO da BT Global Services, patrocinadora da pesquisa, “os mercados emergentes se encontram decididamente otimistas quanto a suas perspectivas econômicas, em contraste com boa parte do mundo desenvolvido”. A infra-estrutura física – itens como estradas e suprimento de energia elétrica – e a infra-estrutura de comunicações não são mais vistas como uma grande barreira ao crescimento, já que na maioria dos países onde a pesquisa foi realizada houve investimentos significativos para a melhoria das condições de infra-estrutura.

A jabuticaba do BC
Uma das pérolas mais recorrentes do pensamento colonizado tupiniquim sustenta que “tudo que só existe no Brasil e não é jabuticaba não presta”. A ser crível tal pensata, no país de Santos Dumont, Osvaldo Cruz, Ivo Pitanguy, Machado de Assis, Tom Jobim, Pelé, Garrincha, entre outros gênios da raça, a única singularidade destinada aos nacionais seria a jabuticaba. Significativamente, porém, os defensores dessa indigência intelectual não recorrem ao mesmo argumento para explicar por que o Banco Central local, em meio à débâcle do sistema financeiro, é o único a manter-se aferrado ao fundamentalismo dos juros elevados.

Procuram-se
“Onde foi parar a turma que defendia a dolarização da economia brasileira para acabar de vez com a inflação e integrar o país ao Primeiro Mundo? Continuam instalados em confortáveis fundos de investimento. E o pessoal da privatização? Além dos que viraram consultores ou  dirigentes das empresas que ajudaram a vender, nenhum deles vem a público explicar por que nunca avançou a regulamentação dos setores privatizados no Brasil. Enquanto isso, o mundo dos países emergentes marcha batido rumo à reestatização de setores estratégicos.”
A ironia é do economista Gilson Schwartz  no site http://fotolog.terra.com.br/iconomia:120.

Confúcio
“A China do Século XXI: O diálogo de Confúcio com Locke” é o nome da palestra que o professor Severino Bezerra Cabral Filho, membro do Corpo Permanente da Escola Superior de Guerra (ESG) e diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Estudos de China e Ásia-Pacífico, fará nesta quarta-feira, das 14h às 17h. Profundo conhecedor da cultura chinesa, ele falará no auditório do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (Incaer, Praça Marechal Âncora, 15-A – Centro – RJ, ao lado do Clube de Aeronáutica)

Na telona
Com trabalhos de cineastas de todas regiões do Brasil, a segunda edição da mostra competitiva do Brazilian Film Festival of Toronto teve 234 filmes inscritos. Desse total, sete são co-produções com Alemanha, Bélgica, Canadá, Cuba, Espanha, Estados Unidos e Portugal. O festival acontece entre 6 e 9 de novembro, no Bloor Cinema, no Canadá. Mais informações pelo endereço eletrônico www.brafft.com.

Integração
Pesquisadores sul-americanos vão apresentar, na UFRJ, até o próximo dia 25, trabalhos que abordam o papel do Brasil no processo de integração dos povos do continente nos campos da cultura, economia, ciência e geopolítica. Ao final do encontro, após debate com pesquisadores brasileiros, será produzido um documento reunindo as conclusões do seminário. O evento é promovido pelo Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ.

Quem dá mais?
Nos Estados Unidos, a estimativa sobre o total de créditos podres que teriam que ser assumidos pelo Tesouro já ascende a US$ 4 trilhões – há quem fale em US$ 4,5 trilhões.

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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