Ônibus circulam com frota reduzida e mercearias reabrem no Rio

Também Ministério da Agricultura publica portaria com atividades e serviços essenciais para garantir abastecimento.

Rio de Janeiro / 15:04 - 27 de mar de 2020

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 Parte da frota de coletivos da cidade do Rio de Janeiro está circulando desde o início da manhã desta sexta-feira, depois de as empresas do setor terem ameaçado paralisar os serviços. Com o isolamento social adotado na cidade, a movimentação de passageiros caiu e o Sindicato das Empresas de Ônibus do Município do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) cobrou ontem ajuda da prefeitura, para pagamento dos motoristas.

Na tarde de quinta-feira, o sindicato patronal e o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), se reuniram e a prefeitura "se comprometeu a buscar em caráter de urgência, em Brasília, recursos para manter a operação do sistema de transporte público por ônibus funcionando na cidade".

De acordo com a prefeitura, a frota que atende a cidade tem 5,5 mil coletivos, mas atualmente roda com 2 mil, devido à queda de passageiros. Hoje, a Rio Ônibus deve divulgar um balanço atualizado dos números de veículos que circulam na capital fluminense.

Hoje também voltaram a abrir as mercearias, lojas de conveniências nos postos de combustível (sem consumo no local), lojas de material de construção; açougues, aviários e peixarias; depósitos, distribuidoras e transportadoras, vedada a comercialização de bebidas alcoólicas em condições de consumo imediato; comércio de insumos agrícolas e de medicamentos veterinários, alimentos e produtos de uso animal; e comércio de gás liquefeito de petróleo (GLP).

A prefeitura orientou que "os estabelecimentos devem observar as restrições de ocupação máxima de 30% da capacidade física do local e de espaçamento mínimo de um metro e meio entre as pessoas".

Ainda conforme a prefeitura, "todos os profissionais listados executam tarefas consideradas essenciais para a população que está em afastamento social, devido ao coronavírus".

Também o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou hoje portaria que especifica produtos, serviços e atividades essenciais para garantir o pleno funcionamento das cadeias produtivas de alimentos, bebidas e insumos agropecuários durante a pandemia. A normativa, assinada pela ministra Tereza Cristina, está alinhada ao Decreto n.º 10.282, de 20 de março, que considerou "como essenciais as atividades acessórias, de suporte e a disponibilização dos insumos necessários à cadeia produtiva", entre outros itens, para atendimento à demanda da população.

A lista envolve, em sua maioria, a manutenção da logística de transporte como operações de transporte coletivo ou individual de funcionários, que atuem em atividades da cadeia de produção; transporte e entrega de cargas em geral; portos, entrepostos, ferrovias e rodovias, municipais, estaduais e federais para escoamento e distribuição de alimentos, bebidas e insumos agropecuários; além da produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados; produção e distribuição de alimentos, bebidas e insumos agropecuários com especial atenção ao transporte e comercialização de produtos perecíveis.

Também estão definidos como essenciais o funcionamento de postos de gasolina, restaurantes, lojas de conveniência, locais para pouso e higiene, com infraestrutura mínima para caminhoneiros e para o tráfego de caminhões ao longo de estradas e rodovias de todo o país e as atividades de vigilância e inspeção sanitárias e atividades de controle do Estado, de competência da União, estados e municípios, como fiscalização de alimentos de origem animal e vegetal e controle de pragas e doenças.

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