ONS: carga de energia segue estável em maio

Período seco começa com um dos maiores armazenamentos nos reservatórios nos últimos anos.

O boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), indica, para a semana que vai de 07 a 13 de maio, uma variação positiva de 1,5% na carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), se comparado com o mesmo período do ano passado. O volume deverá ser de 68.612 MW médios.

A Região Sudeste/Centro-Oeste tem previsão de alta de 1,9% e 39.874MW médios. O subsistema Nordeste deve apresentar um crescimento de 3,5%, com 11.285 MW médios. O Sul terá um incremento de 0,1% e 11.557 MW médios. Já o Norte permanece com uma variação negativa de 2,2% e 5.896 MW médios devido, ainda, a um consumidor do mercado livre da região.

O documento também aponta que os reservatórios das usinas hidrelétricas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste devem registrar, no dia 31 de maio, 68,2% de capacidade de armazenamento. As regiões Sul, Norte e Nordeste apresentam volumes com 83,6%, 99,7% e 93,4%, respectivamente.

Em relação às afluências, ou seja, a chuva que efetivamente cai nos reservatórios, o Sul na segunda semana de maio, deverá registrar 271% da Média de Longo Termo (MLT). Já na região Norte, o volume corresponderá a 103% da MLT. No Sudeste/Centro-Oeste, a expectativa é de uma MLT de 68% e no Nordeste, de 49% da MLT.

O Custo Marginal de Operação (CMO) no Norte e Nordeste seguem zerados pela décima sexta semana consecutiva. Nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul, houve queda de 25,5% quando comparada a última estimativa. Os valores permanecem equalizados e passaram de R$ 20,33/MWh a R$ 15,13/MWh.

O período seco de 2022 começou com um dos maiores níveis de armazenamento dos reservatórios dos últimos anos, reflexo do bom período chuvoso e da atenta gestão realizada durante o período de crise de escassez hídrica pelo Operador, em parceria com a Agência Nacional das Águas (ANA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a governança do setor elétrico.

As flexibilizações nas restrições hidráulicas e o monitoramento das vazões defluentes que resultaram em menos água saindo dos reservatórios, associados ao uso de geração termelétrica foram fundamentais para que os resultados atuais fossem alcançados. Sendo assim, num cenário, cujo período de avaliação vai até novembro de 2022, as projeções apontam para o pleno atendimento energético sem que haja a necessidade de uso da reserva operativa, durante todo o ciclo analisado.

O ONS registrou que, em abril de 2022, houve a continuidade das chuvas verificadas no Sul, o que resultou em maiores afluências na região, refletindo positivamente na quantidade de água estocada. Nos demais locais, a precipitação foi predominantemente abaixo da média histórica (MLT), com a ocorrência de pouca chuva nas bacias do Sudeste/Centro-Oeste.

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