Opep+ não eleva produção além do previsto

Mesmo sem Organização atender a pedidos dos consumidores, preço do petróleo caiu.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, um grupo conhecido como Opep+, confirmaram nesta quinta-feira que manterão em agosto um aumento de produção decidido anteriormente, apesar dos pedidos de elevação maior para conter os preços do petróleo.

Em sua última reunião, no início de junho, a Opep+ decidiu antecipar os aumentos de produção planejados de 432 mil barris por dia (bpd) para setembro e redistribuí-los igualmente para os dois meses anteriores, aumentando assim a produção em 648 mil bpd em julho e agosto.

Em comunicado, a organização citou “os fundamentos atuais do mercado de petróleo e o consenso sobre suas perspectivas” como as razões para a decisão.

Os principais consumidores de petróleo, incluindo os Estados Unidos, têm pressionado a Opep+ para abrir mais as torneiras para controlar os preços, mas o grupo de produtores de petróleo tem mantido seu plano de aumentos graduais.

A Opep+ reduziu massivamente a produção de petróleo em 2020, quando a pandemia afetou a demanda. Em julho de 2021, o grupo concordou em reduzir gradualmente os cortes de produção e disse que pretende eliminar totalmente os cortes até setembro de 2022.

Com seus aumentos de produção planejados em setembro adiantados para julho e agosto, a Opep+ ainda não decidiu sobre novas metas de produção para setembro e depois. A questão não foi abordada no comunicado desta quinta-feira, mas as decisões sobre o assunto devem ser anunciadas na próxima reunião ministerial da Opep+, que será realizada em 3 de agosto.

O presidente dos EUA, Joe Biden, visitará a Arábia Saudita, líder de fato da Opep, em meados de julho e deve instar Riad a bombear mais petróleo para o mercado.

Os preços nos EUA caíram nesta quinta-feira. O West Texas Intermediate (WTI) para entrega em agosto perdeu US$ 4,02 para fechar a US$ 105,76 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York.

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