‘Operação Paraguai’ não livra Bolsonaro pai nem filho

Queiroz alega que rachava salários para contratar mais assessores 'informais'.

Foram quase 90 dias desde que o escândalo veio a público. Mas a terceira tentativa de explicar a origem da milionária movimentação na conta do ex-faz-tudo Fabrício Queiroz mostra um déficit de credibilidade que mesmo apoiadores fanáticos do presidente terão dificuldade em aceitar.

Disse Queiroz ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, às vésperas do Carnaval, por escrito – pois ele não compareceu para depor, após quatro convocações – que rachava o salário dos servidores lotados no gabinete do filho 01 para multiplicar a atuação de Flávio Bolsonaro, distribuindo o dinheiro para formar uma rede de “colaboradores informais” e assim expandir a atuação parlamentar do então deputado estadual, hoje senador.

O fato já seria um crime, mas é antes de tudo um atentado à lógica: a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) dá a cada gabinete o direito a 20 cargos, mas o Ato da Mesa Diretora 552, de 2011, possibilita dividir os salários por até 63 assessores, de maneira legal.

Para justificar renda e padrão de vida muito superiores aos seus ganhos como presidente e escapar do impeachment, Fernando Collor e equipe montaram, em 1992, o que veio a ser conhecido como Operação Uruguai. A estratégia não “colou”, e Collor foi afastado em setembro daquele ano.

 

Laranjal

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) vendeu em 2017 um micro-ônibus que usava desde 2006. O comprador foi o ex-assessor faz-tudo Jaci dos Santos, ex-soldado da brigada de Infantaria Paraquedista. Será que o Queiroz ao menos intermediou a venda?

Jaci é o parceiro que, quando estava na Assembleia assessorando Bolsonaro, foi autuado pelo Ibama, junto com o chefe, por pesca ilegal na Estação Ecológica de Tamoios, em Angra dos Reis. Na pescaria estava também Edenilson Garcia, marido de Walderice Santos da Conceição, a Wal do Açaí, suspeita de ser funcionária fantasma do gabinete do atual presidente quando ele estava na Câmara dos Deputados.

 

Infraestrutura em pauta

No ano em que a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) completa 30 anos de fundação e o Governo Federal tem os portos como setor prioritário da área de infraestrutura, a entidade temo nova gestão. Jesualdo Conceição da Silva foi eleito, pelo Conselho Deliberativo, presidente da ABTP, com mandato de dois anos.

O administrador de empresas tem larga experiência no setor portuário e na condução de projetos de concessão junto ao Governo Federal. Um dos principais desafios será justamente a interlocução com o governo e as agências reguladoras.

O executivo traz na bagagem a experiência adquirida como relações institucionais do Grupo Libra. Foi presidente do Consórcio Datacenter, formado entre o Banco do Brasil e a Caixa, além de ter exercido o cargo de assessor especial da Casa Civil da Presidência da República, em 2013.

 

Desvendando o ‘embromês’

Ajuste fiscal – Inicia com a mentira: economia do país é igual à de uma casa. Você pode emitir moeda, reduzir o número de moedas em poder do povo? Só para ser preso. Mas há objetivo nesta comparação fraudulenta. Você pensar que o país deve economizar para crescer e, na verdade, aceitar o corte de despesas com você, com o povo, para enriquecer ainda mais os banqueiros. O exemplo maior é a PEC do Fim do Mundo que proíbe, por 20 anos, investimentos na saúde, na educação, na segurança, nos transportes, que o Governo Temer, o Congresso e a omissão do Judiciário aprovaram contra o povo, para sobrar mais para pagar juros.

 

Chá de sumiço

Jonas Jaimovick evaporou. Com ele, milhões de reais confiados à sua JJ Invest, por personalidades do esporte e do entretenimento e comunidade judaica. Prometem não deixar barato, agora. Antes, não procuraram saber que negócio remunera até 22% ao mês, sem ser a Revenda do Queiroz.

 

Rápidas

As novas diretorias da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e do Sindicato Nacional da Indústria de Tratores, Caminhões, Automóveis e Veículos Similares (Sinfavea) para o triênio 2019–2022 terão à frente Luiz Carlos Moraes. Fabricio Biondo será o 1º vice-presidente *** O escritor Uranio Bonoldi lança a ficção A Contrapartida (Editora Valentina), no dia 12, às 19h, na Livraria Saraiva do Shopping Rio Sul *** A Cargill está com vagas abertas para estudantes e recém-formados. São mais de 170 oportunidades para o Programa de Estágio 2019 e 15 para o Programa de Trainee. Inscrições até 19 de março em http://novostalentoscargill.com.br

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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