Operações de varejo do Inter não geram mais lucros?

Para especialistas do Morgan, os números apresentados foram piores do que as estimativas.

Acredite se Puder / 18:45 - 17 de fev de 2020

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Os analistas do banco Morgan Stanley não gostaram do desempenho do banco Inter no quarto trimestre deste ano, pois os resultados operacionais sofreram uma grande queda, chegando a afirmar que, mais uma vez, a companhia, como tem sido o caso desde seu IPO, frustra as expectativas do mercado por uma ampla margem. Na final da semana passada, o banco digital divulgou os dados do quarto trimestre e imediatamente suas units caíram 3,89%, pois apesar de ter revelado lucro líquido de R$ 25 milhões, maior 112% que o trimestre anterior, teve redução de 7% em relação ao do mesmo período do ano anterior.

O que deixou preocupado os técnicos foi o prejuízo operacional de R$ 21 milhões, contra ganhos de R$ 2 milhões no terceiro trimestre deste ano e resultado positivo de R$ 21 milhões no quarto trimestre do ano anterior. Para os especialistas do banco de investimento norte-americano, os números apresentados foram piores do que as estimativas, ou seja, perdas de R$ 13 milhões. Assim, concluem que as operações bancárias de varejo do Inter não estão mais gerando lucros.

 

Lucro do Magalu cai, mas analistas gostam

As ações do Magazine Luiza subiram mais de 5% no primeiro pregão da semana e foram cotadas a R$ 59,15, apesar de a empresa ter divulgado queda em seus resultados. O lucro líquido do quarto trimestre foi R$ 185,3 milhões, 0,5% menor que o mesmo do execício anterior. Apesar dessa redução, segundo a Bloomberg, foi maior que a expectativa dos analistas consultados, que esperavam entre R$ 133 milhões e R$ 153 milhões. O acumulado no ano, se situou em R$ 552,1 milhões, com queda de 6,4% sobre o anterior. Os especialistas do Itaú BBA classificaram os resultados como acima das expectativas, com crescimento das vendas nas mesmas lojas de 12,6%, contra previsão de 9,5%, enquanto que o volume bruto de mercadorias online do trimestre foi de 92,8%, mas todos esperavam 83,7%.

 

IPO da Priner rende R$ 173,9 milhões

As ações da Priner começaram a ser negociadas na B3 e tiveram alta de até 36%, chegando a ser negociadas a R$ 13,60. O papel foi precificado em R$ 10, limite mínimo da faixa indicativa que variava até R$ 13. A empresa atua no segmento de serviços e manutenção industrial para negócios de óleo e gás, mineração, papel e celulose, petroquímica, siderurgia e também para o setor naval, além de pintura industrial, o tratamento de superfícies e o habitáculo pressurizado. A Priner surgiu em 1982 como uma divisão de negócios da Mills. Em 2013, ela foi vendida para um fundo de Private Equity da Leblon Equities e em 2016 mudou o nome de Mills|Si para Priner, atuando com duas frentes, a Priner Serviços Industriais e a Priner Rental.

 

Chocolates feitos em impressoras 3D

A suíça Barry Callebaut, responsável pela produção de 25% do chocolate consumido no mundo, agora oferece acesso a um método de impressão em larga escala de designs personalizados em 3D. A tecnologia estará disponível para sua marca Mona Lisa.

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