Operadoras solicitam licenças de instalação de antenas

Medida vai facilitar mais acesso a serviços digitais à população.

Empresas / 21:40 - 25 de mar de 2020

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As operadoras de telefonia e internet móvel estão solicitando a autoridades municipais que autorizem licenças para instalação de antenas, que são imprescindíveis à continuidade e ampliação de cobertura dos serviços de telecomunicações.

O pedido está sendo endereçado principalmente a grandes cidades, que apresentam mais dificuldades de instalação de antenas, como São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Florianópolis e Manaus.

Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), em diversas cidades brasileiras há atraso de mais de um ano nos processos de liberação das licenças para instalação de antenas de telecomunicações, em função da burocracia de processos e de leis municipais desatualizadas.

Ao todo, existem mais de 4 mil pedidos de instalação de antenas em todo o país, aguardando a liberação de licenças pelos municípios. A instalação de antenas, além de gerar conectividade e investimento para o município, é feita seguindo o rigor das normas técnicas da Anatel e respeitando a legislação.

O setor afirmou que espera a compreensão e engajamento das autoridades municipais, nesse esforço coletivo de combate ao coronavírus, e solicita a liberação imediata das licenças para instalação de antenas. A conectividade, neste período de dificuldades de deslocamento e necessidade de confinamento, é elemento chave para viabilizar as relações pessoais, de saúde, de estudo e de trabalho.

De acordo com o sindicato, é importante reiterar que sem antenas os serviços de telefonia e internet móvel não funcionam e, para a adequada prestação dos serviços e atendimento à demanda da população, é necessário ampliar constantemente a cobertura, sendo que em muitos municípios essa ampliação encontra-se paralisada em razão da falta de emissão das licenças municipais necessárias.

Parte da demanda por antenas está na periferia das grandes cidades, onde, devido às restrições à instalação de infraestrutura, essa instalação não tem acontecido. Coincidentemente, é nessas áreas que a demanda por conectividade móvel se faz mais ainda mais necessária, pois em sua maioria é por meio de dispositivos móveis que acessam a internet e serviços de governo e saúde.

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