Perspectivas da Anhanguera Educacional
A Anhanguera promoveu um encontro de seus diretores com analistas do mercado para apresentar os principais resultados de 2011 e suas perspectivas para o próximo ano. A companhia anunciou que em 2012 focará seus esforços na integração das aquisições e não em novas compras (caso alguma ocorra, seria apenas no 4º trimestre de 2012). Desta forma, na ausência de gastos não recorrentes significativos e com a integração (e sinergias) das unidades adquiridas, o Ebitda e a margem Ebitda devem crescer significativamente, Assim, não seria uma surpresa se o fluxo de caixa operacional dobrasse no ano que vem em relação a este (nos 9 primeiros meses de 2011, excluindo as aquisições, o fluxo de caixa livre ficou em R$ 50 milhões). A empresa não apresentou uma meta formal para o próximo ano.
Além disso, a Anhanguera deve apresentar receitas não operacionais de até R$ 190 milhões provenientes da venda de alguns ativos imobiliários, o que deve contribuir para
a redução do endividamento da companhia.
Foi reforçada a proposta de valor baseada na entrega de qualidade para seus alunos, preços atrativos e flexibilidade combinando ensino presencial e à distância. Segundo a empresa, 77% de seus campis estão avaliados com nota 3 (satisfatório) ou mais, pelo MEC, sendo que as aquisições tem média mais baixa (70% com nota 3 ou mais). A empresa ressaltou ainda que vai manter sua política de investimentos em tecnologia de ensino à distância, importante diferencial competitivo.
A companhia espera alcançar a marca de 100 campis em até cinco anos, dos atuais 73 campis, o que corresponderá à capacidade instalada de aproximadamente 500 mil alunos.
Mesmo sem fazer novas aquisições, a Anhanguera espera abrir 7 novas unidades nos próximos dois anos. Além disso, a Anhanguera está implementando seu modelo de gestão nas unidades adquiridas, o que deve trazer uma melhora significativa nas margens da companhia. Nos primeiros nove meses do ano, os campi maduros da Anhanguera apresentaram margem bruta de 49,1% e margem Ebitda de 27,7%, enquanto os campis adquiridos tem margem bruta em torno de 20%. A empresa está tomando medidas para reduzir as perdas com inadimplência, tornando a cobrança mais rígida e contratando um seguro para cobrir a mensalidade de alunos que fiquem desempregados. Além disso, a empresa espera reduzir a taxa de inadimplência com o aumento da proporção de alunos matriculados no FIES. A corretora projeta que a inadimplência fique estável entre 2011 e 2012.
“Acreditamos que a reunião foi positiva ao esclarecer as dúvidas a respeito da continuidade, ou não, do plano de aquisições e visualizar o foco da gestão em 2012. A companhia está confiante que a taxa de inadimplência e as necessidades de capital de giro não devem crescer, o que suporta nossa expectativa de uma forte geração de caixa operacional. Gostamos também do fato de a empresa não prever novos gastos não recorrentes no próximo ano”, segundo a análise da Bradesco Corretora.















