Oportunismo

Um deputado estadual do Rio de Janeiro, muito ligado ao grupo atualmente no governo, ofereceu apoio ao presidente Lula. Setenta prefeitos e 30 deputados que fazem campanha para Sérgio Cabral engrossariam a batalha pela reeleição do presidente. Lula agradeceu mas preferiu ficar “só” com dois palanques no estado, o do senador Crivella e o de Vladimir Palmeira.

Alugado
O aluguel de escritórios deve ficar estável este ano em relação a 2005, “em virtude de vários fatores, como a realização de eleições no Brasil. Mas o mercado está se mostrando mais aquecido do que o previsto”, ressalta Lílian Feng, coordenadora de pesquisas da Jones Lang LaSalle. Em São Paulo, apesar de um crescimento de 4% do estoque, a taxa de imóveis vazios caiu 5,5% na capital no primeiro semestre (de 22,23% registrados no mesmo período do ano passado para 16,74%). O índice de absorção líquida foi de 106 mil², 2,5 vezes superior ao verificado nos primeiros seis meses de 2005. O valor médio dos aluguéis se manteve estável, no patamar de R$ 48 m².
No Rio de Janeiro, o estoque cresceu 8%. Em contrapartida, a taxa de vacância caiu de 14,4% para 7,48%. Já o índice de absorção cresceu quase 50% no comparativo com o mesmo período do ano passado, ficando em 27,5 mil m² contra 18,6 mil m². O valor médio de locação subiu 10%, para R$ 55 m².

Fuga rápida
“É por isso que, no Brasil, a taxa de juros sobe de elevador e desce de escada”. A frase é do economista da UFMG João Antônio de Paula ao comentar a dificuldade do governo em baixar a Selic, mesmo com a inflação abaixo da meta. Ele defende o controle de capitais, em vez da simples acumulação de reservas, para garantir mais estabilidade à economia. “Sem controle de capitais Lula terá que agir como FHC: elevar rapidamente as taxas de juros para evitar fuga de capitais diante de qualquer crise externa.”

Mais carvão
A alta do preço do petróleo e o aumento do preço do gás boliviano provocam as primeiras mexidas, por enquanto ainda residuais, na composição da matriz energética do país. O Governo Lula planeja aumentar até 2015 a participação do carvão mineral de 2% para 5% na geração de energia. O Fundo Setorial de Energia Elétrica (CT-Energ), do Ministério da Ciência e Tecnologia, anuncia que, nos próximos três anos, investirá R$ 3,5 milhões em pesquisas. O Brasil tem grandes reservas de carvão em Santa Catarina e Rio Grande do Sul que, há pelo menos 20 anos, estão praticamente intocadas. O programa, além do MCT, será conduzido por Ministério de Minas e Energia, Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e entidades dos setor produtivo.

Última opção
Embora, em se tratando de energia, diversificar as fontes seja sempre aconselhável, é importante lembrar que o país é detentor dos maiores recursos hídricos do mundo, o que lhe garante energia barata e limpa. Além disso, o carvão é considerado por especialistas a mais poluente das fontes de energia. Ou seja, vale apenas como complemento e para projetos específicos.

Reputação
Brasília sediará o 6° Congresso de Comunicação no Serviço Público, entre 12 e 14 de setembro. O tema central será “A Comunicação nos Três Poderes” e deverá reunir perto de 300 profissionais de todo o país. O convidado internacional é o alemão William Cox, que preside a Management & Excellence, agência européia pioneira no desenvolvimento de estudos relacionados com comportamentos éticos e governança corporativa. Ele falará sobre “O impacto da reputação no desenvolvimento de uma Nação” e vai apresentar também um estudo inédito mostrando como anda a reputação dos países da América Latina, incluindo o Brasil. O presidente da ABI, Maurício Azêdo, que fará a conferência magna de abertura, falará sobre os “Erros e acertos da Comunicação na vida democrática”. As inscrições estão abertas até o dia 11.

Classificados
Procura-se discurso de campanha capaz de dar alguma coerência a candidato que, sendo a favor do essencial da política do governo, deseja se apresentar como oposição. Os interessados devem encaminhar propostas ao comitê do ex-governador Geraldo Alckmin. Propostas que priorizem a eficiência ou a capacidade de gestão como fatores diferenciadores devem, para não serem considerados provocações de adversários, excluir a área de segurança.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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