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Ao participar do Fórum Econômico Mundial (FEM), em São Paulo, o presidente Lula, depois das autolouvações recorrentes sobre seu governo, disse “não ter sido fácil resistir aos gritos dos companheiros metalúrgicos pedindo por maior salário” ou dos empresários reclamando contra a flutuação do câmbio. Já quantos aos banqueiros pedindo juros nas nuvens e tarifas cada vez mais salgadas, foi fácil, fácil

Consenso do Armínio
Na mesma semana em que o personagem que batizou o Consenso de Washington, o membro sênior do Instituto de Economia Internacional John Williamson, admitiu, no Brasil, o fracasso das políticas neoliberais, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga criou novo tipo de consenso. Segundo Fraga, no Brasil “há consenso de que o gasto público não pode crescer a taxas de quase dois dígitos como na última década.”
Como consenso é unanimidade, Fraga deve estar falando do consenso dos iguais, ou seja, o dos beneficiários pela transferência de gastos públicos para pagamento de juros, que, apenas em 2005, consumiram R$ 157 bilhões. Aliás, consenso mesmo é que juros em 45% ao ano, como praticados por Fraga em sua chegada ao BC, em 1999, são ótimos para rentistas e um desastre para a economia, que, nos quatro anos da gestão FH, cresceu medíocres cerca de 2% ao ano, em média.

Pré-requisitos
Em informe distribuído sexta-feira, a Associação dos Empregados da Eletrobrás (AEL) comenta nota publicada nesta coluna dia 5. Sobre a intenção de tirar Luiz Limaverde da presidência da Eletros, fundo de pensão da estatal, diz a AEL que “não tem o poder de nomear ou exonerar nenhum dirigente” (nem esta coluna lhe atribuiu este poder). E conclui dizendo considerar seu dever cobrar “uma administração séria, ética e com o compromisso de gerir com responsabilidade o patrimônio dos participantes da Eletros”. O que provoca a pergunta: a atual gestão, no entender da AEL, cumpre esses três requisitos?

“Peligro” ao volante
A advertência foi recebida por uma executiva de uma das principais empresas brasileiras, que está de mudança para a Argentina: “Ao sair do aeroporto, não pegue, em hipótese alguma, táxi de fora.” Segundo ela, são recorrentes seqüestros seguidos de assaltos em táxis comuns e, no caso de passageiras, estupros também viraram rotina.

Hotel
A Accor Hotels confirma a fusão das redes Parthenon e Mercure e a adoção da marca global Mercure. A união transformará o Mercure na maior rede de flats e hotéis do segmento médio na América do Sul.

Virtual
Já despido das funções de ministro de Estado, Antonio Palocci mostra não ser apenas no papel de responsável pelo “sucesso da economia” que ele revela-se um ficcionista…de segunda.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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