Os muitos furos da amizade Bolsonaro/Queiroz

Na entrevista/pronunciamento que fez na Record, o agora presidente Jair Bolsonaro alegou que a origem dos cheques depositados pelo amigo faz-tudo Fabrício Queiroz na conta da agora primeira-dama seriam pagamento de um empréstimo antigo, que foi se acumulando até chegar a R$ 40 mil. Longe de encerrar a história para o lado do chefe da Família Bolsonaro, a alegação traz furos robustos:

1) Em primeiro lugar, deixa a porta aberta para qualquer comandado, pego em falcatrua, alegar que é uma dívida antiga. Por muito menos que isso, o então juiz rigoroso Sérgio Moro colocou muita gente boa na cadeia.

2) Se era tão amigo de Queiroz, por que Bolsonaro foi cobrar uma dívida antiga quando o assessor estava na pior, separado e morando em uma comunidade, alegadamente juntando dinheiro para comprar um apartamento e sair de lá?

3) Se estava precisando de grana para mudar de imóvel, por que Queiroz deixou o cargo de assessor parlamentar, no qual recebia R$ 10 mil? Alega que precisava tratar de grave doença. Mas, com a compreensão do chefe Flávio Bolsonaro, com certeza poderia continuar na Alerj e cuidar da saúde, como qualquer pessoa normal, ainda mais com a flexibilidade de horário de que gozava a Família Queiroz.

4) Se precisava de dinheiro, mas não admitia continuar como assessor enquanto era submetido ao tratamento, por que a mulher e a filha igualmente saíram da assessoria da Família Bolsonaro? Afinal, Queiroz alegou que concentrava em sua conta 100% do vencimento líquido das duas para comprar um imóvel. Desistiu da mudança?

A Operação Uruguai, tramada por Collor para explicar seus gastos muito acima dos rendimentos, foi mais bem elaborada. E demolida em menos de um mês.

 

Estratégia dimensional combinada

A publicação original foi na Newsweek, reproduzida pelo Jornal do Brasil em 9 de outubro de 1982, na coluna do Zózimo. Tivesse sido publicada ontem, seria tão atual quanto. Vale como um manual para quem for conversar com Paulo Guedes:

 

Três anos fora

Na mesma sentença em que a justiça de São Paulo condenou o atual ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em 19 de dezembro, a Fiesp foi igualmente condenada a pagar multa e proibida de contratar com o setor público ou receber benefícios ou incentivos fiscais e creditícios por três anos.

 

Apropriado

Depois do outubro rosa, veio o novembro azul e o dezembro laranja.

 

Rápidas

A primeira Feira do Lavradio de 2019 será neste sábado. Na programação, às 16h30, o cantor Marcos Novatto apresentará uma leitura de vários clássicos do samba, ao som do Sambalanço *** Estilistas que participaram das turmas do espaço Ateliarte em 2018 apresentarão o desfile “Encantu’s Fashion Kids” neste domingo, no Caxias Shopping, a partir das 16h *** Flavio Henrique Sakai (Harman) e Edson Orikassa (Toyota) iniciaram nesta quarta os mandatos de presidente e vice-presidente da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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