Otimismo

No melhor desempenho dos últimos anos, as vendas do comércio varejista da Cidade do Rio de Janeiro registraram aumento de 18,6% em março em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com pesquisa do Clube de Diretores Lojistas (CDL-Rio). No primeiro trimestre as vendas cresceram 16,6% em comparação com o mesmo período de 2009. O destaque foi o Ramo Duro (bens duráveis), que apresentou um crescimento de 21,3% contra 12,3% do Ramo Mole (bens não duráveis). Os melhores desempenhos foram dos setores de eletrodomésticos (21,6%) e lojas de móveis (15,5%).
Segundo o presidente da entidade, Aldo Gonçalves, outro fator positivo em março foi o aumento das dívidas quitadas. “Por tudo isso, o comércio está bastante otimista com o movimento do Dia das Mães, esperando um crescimento das vendas da ordem de 10%”.

Teto
Imóveis usados de até R$120 mil foram os mais vendidos em 18 cidades do Interior do Estado de São Paulo, ano passado, representando 54,81% dos negócios fechados pelas imobiliárias consultadas pelo Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Crecisp). A maior parte das unidades (47,85%) vendida teve financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF), à frente das vendas feitas à vista (44,86%). As vendas com pagamento parcelado, ou seja, financiadas pelos próprios proprietários, representaram 2,33% do total. Os consórcios imobiliários responderam por apenas 0,75% do total. Ano passado, as vendas de casas e apartamentos usados no estado recuaram 46,85%.

Primo pobre&primo rico
Para o presidente do Crecisp, José Augusto Viana Neto, os números expõem a concentração do setor em imóveis populares, como “reflexo de uma demanda reprimida e uma capacidade financeira limitada dos compradores, além de deixar claro o papel de destaque assumido pela Caixa como principal agente realizador do sonho da casa própria nessas cidades do Interior”. Os demais bancos, privados e estatais, financiaram apenas 4,21% das vendas: “O que evidencia o desinteresse deles em cumprir um papel socialmente mais relevante e economicamente mais estimulante, de incentivar toda a indústria imobiliária e não apenas parte dela”, acrescenta Viana Neto, referindo-se ao contraste entre fartos financiamentos para imóveis novos com a escassez de crédito para os usados.

Esticado
Menos da metade dos 197.812 proprietários de veículos com placa final zero que quitaram o IPVA de 2010 fizeram a ineficaz vistoria no Rio de Janeiro. O prazo acabaria nesta sexta, mas o Detran-RJ estendeu-o até o final de maio.

Para todos
O padrão internacional de normas contábeis (IASB) não é só para grandes empresas. É o que pretende expor o seminário IFRS para Pequenas e Médias Empresas, na próxima terça-feira, no BNDES, no Rio de Janeiro. O padrão é adotado, atualmente, por cerca de 110 países e, aproximadamente, por 100 milhões de pequenas e médias empresas no mundo.

Sumiço
Cariocas descobriram uma nova forma de prever a chegada de chuva: quando os guardas municipais que cuidam (?) do trânsito desaparecem, é temporal na certa. Em São Paulo, os “marronzinhos” – por receberem gratificação por multa aplicada – só somem nas enchentes.

Só subiu
Dois anos após a regulamentação do setor pelo Banco Central, os únicos serviços bancários cujos preços recuaram, os dos pacotes padronizados, não estão ao alcance dos clientes. A constatação é de pesquisa feita quarta-feira pela Proteste Associação de Consumidores junto aos nove maiores bancos do país: “Apesar de a legislação garantir ao consumidor o direito de usar uma conta de serviços essenciais, sem pagar nenhuma taxa por isso, os bancos, em geral, não divulgam ao consumidor que ele tem esse direito. Como os próprios bancos informam, 60% dos clientes têm pacotes de serviços e, nesses, os reajustes têm punido os consumidores”, afirma a associação, que analisou o valor das tarifas das cestas de serviços; de cadastro; folha de cheque; saque e transferência entre bancos (DOC). A pesquisa pode ser acessada pelo site www.proteste.org.br

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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