Ouro no lixo

A concentração de ouro em lixões é, em média, maior do que aquela encontrada nas minas de onde o metal é originalmente extraído, segundo a consultoria McKinsey, que estima que só a Europa economizaria mais de US$ 1,8 trilhão por ano com melhoras na gestão dos resíduos. Um terço disso viria apenas da economia no consumo de recursos naturais. Todo ano, cerca de 300 toneladas de ouro e mil toneladas de prata são jogadas no lixo. Os metais são usados em placas e circuitos eletrônicos em pequenas quantidades, mas cujo volume somado é enorme.

O Brasil, segundo a McKinsey, teria muito a ganhar com mudanças na forma como lida com os mais de 330 quilos anuais que cada um de seus cidadãos gera em média por ano (nos países desenvolvidos, o lixo gerado por habitante é cerca de o dobro do despejado pelos brasileiros). Destravar o valor do lixo, segundo a consultoria, passa pela integração da gestão de resíduos e pela adoção de políticas públicas que incentivem o setor de reciclagem. Seria importante adotar remuneração que, ao contrário do que acontece hoje, incentive companhias do setor a conscientizar a população a gerar menos lixo. Mais incentivos à reciclagem trariam benefícios ainda maiores. Pela legislação atual, a carga tributária sobre produtos reciclados é, em alguns casos, maior que aquela aplicada a materiais virgens. Sem incentivo, e com o alto custo relacionado à atividade de reciclagem, perde-se a oportunidade de gerar valor com o lixo e, de quebra, reduzir o custo de lidar com ele e o próprio impacto ambiental da sociedade.

Nas costas do contribuinte

A decisão da Secretaria de Fazenda de São Paulo em acabar com o fornecimento de aplicativos gratuitos que emitem a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), a partir do dia 1º de janeiro do próximo ano, irá prejudicar micro e pequenas empresas. “Precisamos encontrar alternativas para os mais de 100 mil empresários que serão afetados com essa decisão”, declara o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, que solicitou à Fazenda paulista a revisão da medida. O Rio também anunciou que vai encerrar seu sistema.

Acerto

Esta terça-feira marca os 50 anos da criação da Lei do FGTS. Com a crise, o Fundo sofre com saques e atrasos no recolhimento. De acordo com o Balanço Anual do ano de 2015 emitido pela Caixa, a carteira de recuperação de depósitos em atraso do FGTS passou de R$ 17,98 bilhões, em 2014, para R$ 20,39. São mais de 170 mil empresas devedoras, pelo menos 7 milhões de trabalhadores com saldo menor do que o devido. A empresa Administração de Fundo de Garantia (ADMFGA), criada pelo empresário Mario Avelino, lança no dia 13 o sistema Fundo de Garantia em Atraso – FGA, que permite melhor controle e operação dos débitos.

Ainda não estou satisfeito

Este colunista, uma vez mais, gostaria de viver nas maravilhosas cidades apresentadas pelos candidatos a reeleição, ou os que são apoiados pelos atuais prefeitos. Nelas, tudo funciona, os serviços são exemplares, e não há corrupção ou propina.

Lupa nas despesas

Entre setembro e novembro de 2016, qualquer cidadão paulistano interessado em atuar voluntariamente como observador social poderá aprender gratuitamente a como monitorar as despesas da cidade de São Paulo, em tempo real. A iniciativa do treinamento é do Observatório Social do Brasil – São Paulo (www.ossp.net.br), que oferece 50 vagas para o dia 19, das 17h30 às 18h, na Fecap Liberdade.

A ferramenta Cuidando do Meu Bairro (http://cuidando.org.br) foi criada pelo grupo de pesquisa Colaboratório de Desenvolvimento e Participação (Colab), da Universidade de São Paulo (USP), e tem por objetivo contribuir para o controle e participação social na capital paulista.

Rápidas

Leonardo Coelho Ribeiro, do escritório LL Advogados, participa nesta quinta, no Rio, do painel “Prorrogações, renovações e alterações de contratos de concessão” durante o seminário “A regulação e a tributação como fatores indutores do desenvolvimento econômico”, promovido pela Uerj, AGU e Vale *** A advogada Ana Tereza Basilio fala sobre “Desafios e oportunidades na arbitragem” nesta terça-feira, às 17h30, no Instituto dos Advogados Brasileiros *** A Sergio Castro Imóveis tem nova filial na Zona Sul carioca. A empresa investiu R$ 500 mil no palacete da Rua das Laranjeiras, 490 *** A Agfa HealthCare anunciou Paulo Camargo como o novo diretor-geral no Brasil *** A Latin American Utility Week começa nesta terça, no Transamerica Expo Center, em São Paulo, reunindo empresas e especialistas nos segmentos de energia, água e gás *** A Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), em parceria com a União dos Auditores do Tribunal de Contas da União (Auditar), realiza, dia 15, o seminário “Modelos de contratação da Petrobras em empreendimentos: fortalecimento institucional e conformidade legal”. O evento acontece às 18h, no auditório do 22º andar do Clube de Engenharia (Avenida Rio Branco, 124).

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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