Ovo aumentou 202,13% acima da inflação oficial

Pesquisa do IBPT analisou o preço de 40 produtos, entre março de 2020 e maio de 2022.

A terceira edição do Estudo Sobre Variação de Preços dos Produtos na Pandemia, realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), mostra que o ovo foi o produto que apresentou a maior variação de preço, com índice de 202,13% acima da inflação oficial. O estudo analisou o preço de 40 produtos entre os meses de março de 2020 e maio de 2022, sendo que, a variação média de preços foi de 57,50%, o que representa 37,60% acima da inflação oficial, que foi de 19,9%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além do ovo, outros produtos também apresentaram diferença significativa na variação de preços em comparação com a inflação, como é o caso da argamassa (20 kg), com 139,46%, açúcar (kg), com 110,51%, farinha de mandioca (kg), com 104,60%, carne bovina, com 91,11%, e o etanol-álcool combustível (litro), com 64,24%. Apenas dois itens pesquisados ficaram com a variação de preço menor que o IPCA do período, o caderno 10 matérias (unidade), com -15,43%, e a caneta esferográfica (unidade), com -12,92%.

“Na primeira edição do estudo, divulgada em agosto de 2021, o produto que apresentou maior variação de preço, acima da inflação oficial, foi o arroz, com índice de 122,97%. Já na segunda edição, de fevereiro deste ano, o destaque foi a carne bovina, que havia aumentado 133,70%, nessa mesma comparação. Agora temos os ovos (dúzia), como o grande vilão com índice de 202,13% acima da inflação”, ressaltou o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike.

O estudo foi feito com base na variação dos preços entre os meses de março de 2020 e maio de 2022, comparando com a inflação oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado e divulgado pelo IBGE, que foi de 19,90% no período de abril de 2020 a maio de 2022.

O cálculo oficial da inflação no país é o IPCA, que monitora mensalmente os preços de diversas categorias de consumo, como alimentos e bebidas, despesas pessoais, habitação, saúde e educação. Em maio, por exemplo, o índice da inflação foi de 0,47%, resultando num acumulado de 4,78% desde o início do ano e de 11,73% entre junho de 2021 e maio de 2022.

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