País perde espaço conquistado no setor de serviços

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O Brasil registrou queda de 15,5% nas exportações de serviços entre 2014 e 2015, ocupando, a nona economia do mundo, apenas a 32ª posição entre os maiores exportadores. Ninguém pode dizer que é surpresa. Com as empreiteiras brasileiras envolvidas na Lava Jato e perseguidas em vários países, os trabalhos feitos por elas, especialmente fortes na América Latina, foram sendo perdidos para construtoras da Europa e dos Estados Unidos. Também contribui para a perda de espaço a demonização que é feita quanto aos empréstimos do BNDES para estas exportações de serviços, que normalmente agregam também venda de equipamentos. As empresas de fora, que não se acanham de oferecer financiamentos de seus eximbanks com juros de pai para filho, agradecem.

Assim, o Brasil foi perdendo espaço lá fora – e também aqui dentro, com importações crescendo. E não adianta o Ministério da Indústria (Mdic) dizer que pretende incentivar a presença dos serviços no exterior. Políticas levadas a cabo pelo Governo Temer, como, por exemplo, o fim do conteúdo local em plataformas de petróleo, vão na contramão desse desejo. Uma forte indústria de navipeças beneficiaria os projetos nacionais, que poderiam disputar mercado no exterior. A tendência, mantidas as condições atuais, é oposta. E aí, a 32ª posição vai parecer até um bom resultado.

 

Política e lobby

Integrante da elite tucana paulista, Alberto Goldman, vice-governador na gestão de José Serra, não poupa munição contra o prefeito João Doria Junior, do seu partido. Em artigo publicado em seu site, Goldman comenta que “Dória diz não ser político, mas administrador, empresário. Não é verdade. Ele mesmo se vangloria em ter sido presidente da Paulistur, no governo Mario Covas, e presidente da Embratur, no governo José Sarney, ambas empresas estatais da área do Turismo. Seu material de propaganda divulga que foi coordenador da campanha Diretas Já, o que também não é verdade. Exerceu cargos políticos, remunerados, profissionalmente”.

Não fica só nisso. O ex-vice-governador, que chegou a ocupar o cargo de governador quando Serra saiu para se candidatar à Presidência, alfineta os negócios do prefeito: “Dória se diz empresário. Tem várias empresas, é verdade, e divulga em seu material de propaganda que, através delas, é um dos principais geradores de negócios do Brasil. No entanto, como empresas de eventos, não produzem qualquer bem ou serviço diretamente, apenas estabelecem e ampliam relações entre empresários e agentes públicos (deputados, senadores, secretários, ministros, governadores), atividade lícita que se chama de lobby.”

 

Em dólares

Barack Obama recebeu US$ 400 mil para uma palestra. E o juiz Sergio Moro vai deixar isto passar batido?

 

Favela fica para Amanhã

O Estadão conseguiu fazer uma extensa (e boa) matéria sobre como R$ 112,3 milhões destinados a obras de infraestrutura da favela do Morro do Pinto, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, foram parar na construção do Museu do Amanhã sem citar uma única vez a Fundação Roberto Marinho. O museu foi concebido e realizado por ela, segundo o site da entidade.

 

Concentração

Quase 75% da verba destinada pela prefeitura, através da Cdurp, para cultura na Região Portuária (R$ 89,9 milhões de um total de R$ 122,7 milhões) foi destinado a apenas em duas instituições: os museus do Amanhã e de Arte do Rio (MAR) – este também concebido e realizado pela Fundação Roberto Marinho.

O Instituto Pretos Novos, mostra o Estadão, recebeu apenas R$ 355 mil e agora luta contra falta de recursos – corre o risco de fechar até junho, apesar do importante trabalho que faz de estudo da chegada de negros, no século XIX, condenados à escravidão ou à morte.

O século é outro, mas os pretos novos continuam preteridos. Já os brancos tradicionais vão bem, obrigado.

 

Desde Sarney

Do jeito que a situação caminha, com a população revoltada com a tentativa de destruição da Previdência pública, Michel Temer deve conseguir o que a esquerda não logrou: a maior greve geral no país em três décadas.

 

Rápidas

Até 11 de junho, Furnas vai mostrar, com fotos e vídeos de seu acervo, a história da geração e transmissão de energia elétrica no Brasil. A exposição Furnas – 60 Anos Fazendo o Futuro Acontecer ocorrerá no Espaço Cultural da empresa, que fica na Rua Real Grandeza, 219 – Botafogo – Rio de Janeiro *** “IBM e Totvs – Processos Ágeis e Práticas Inovadoras de Redução de Custos” é o tema do seminário que o Ibef-Rio realiza dia 4 próximo, na Av. Rio Branco 156 / 4º andar, Centro do Rio. Informações: (21) 2217-5555 *** A Faculdade Fipecafi realiza nesta quinta-feira (27) a palestra “Escrituração Contábil Fiscal Declaração País a País”, às 19h, na sede da instituição (Rua Maestro Cardim, 1.170 – Bela Vista – São Paulo/SP). Inscrições: [email protected]

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