Pacheco: governo é responsável pelos aumentos da Petrobras

Congresso discutirá taxação e conta de estabilização.

Os novos aumentos da gasolina (5,18%) e do diesel (14,26%) confirmaram os alertas de que o projeto de teto do ICMS para combustíveis aprovado pelo Congresso não teria efeito para conter os reajustes. Nesta sexta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou que reunirá os líderes partidários nesta segunda-feira para analisar proposta de taxação dos lucros da Petrobras e mudanças na política de preços praticada pela estatal.

Com a nova taxação, Lira espera destinar recursos para população e criar, por exemplo, “voucher combustível para caminhoneiro e taxistas”.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, defendeu a criação de uma conta de estabilização de preços para controlar o aumento dos combustíveis. Em nota, o senador afirmou: “Se a situação dos preços dos combustíveis está saindo do controle, o governo deve aceitar dividir os enormes lucros da Petrobras com a população, por meio de uma conta de estabilização de preços em momentos de crise.”

Pacheco aproveitou para enterrar o discurso do presidente Jair Bolsonaro de que nada pode fazer sobre os preços: “Afinal, é inexistente a dicotomia Petrobras e governo, pois a União é a acionista majoritária da estatal, e sua diretoria, indicada pelo governo. Além disso, medidas semelhantes estão sendo adotadas por outros países em favor de sua economia e de sua população.”

“Já que o governo é contra discutir a política de preços da empresa e interferir na sua governança, a conta de estabilização é uma alternativa a ser considerada”, finalizou o presidente do Senado.

As reações aos aumentos tiveram impacto na Bolsa de Valores (B3). A ação da Petrobras (PETR3) fechou em queda de 7,31%, para R$ 29,91.

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