Pactual corrige exagero da projeção do Burger King

Previsão era de ação na faixa de R$ 26, mas agora baixaram para R$ 13.

Acredite se Puder / 17:34 - 18 de mai de 2020

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Atualmente, na B3, as ações do Burger King são negociadas na faixa de R$ 9,45. Recentemente, os analistas do BTG Pactual projetaram preço-alvo de R$ 26, mas agora caíram na real e baixaram esse objetivo para R$ 13, corrigindo a insanidade cometida com a previsão de ganhos de 175%, num período de incertezas. Mantiveram, no entanto, a recomendação de compra, pois acham que, em 2020, o setor de fast-food operará no “modo de sobrevivência”, priorizando o corte de custos, renegociando contratos com fornecedores e se adaptando a novos canais de venda, como o online. Embora o cenário tenha se complicado exponencialmente, acreditam que ainda há espaço para consolidação do setor, liderada pelas companhias mais capitalizadas, já que o mercado brasileiro é muito fragmentado.

Consta no relatório que as redes de fast-food brasileiras representem apenas 30% do mercado de refeições rápidas, enquanto são de 60% nos Estados Unidos. Assim, possuem uma posição ainda mais forte para aumentar sua fatia de mercado nos próximos anos, em particular, o Burger King que sofreu, nos últimos, a pesada concorrência do Mc’Donald’s, e ainda conta com uma estrutura de delivery ainda pouco desenvolvida, O BTG Pactual enxerga motivos para que o Burger King seja um atraente investimento de longo prazo.

Por isso, o grande corte do preço-alvo, anunciado nesta segunda-feira, baseia-se numa combinação de análise fundamentalista (peso de 50%) com análise de múltiplos (peso de 50%). Como isso nos parece ser insuficientes, sugerimos adcionar a altura de um anão de tamanho mediano, mais o peso da deputada mais gorda Congresso Nacional.

 

Prejuízo da Cemig foi R$ 57 milhões

A Cemig teve prejuízo de R$ 57 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra lucro de R$ 797 milhões em igual período do exercício anterior, devido ao impacto da alta do dólar sobre a dívida em moeda estrangeira e pela remensuração do valor da participação da companhia na Light, que teve redução de R$ 609 milhões. Os analistas do Itaú BBA, no entanto, consideraram como positivo o resultado, pois o Ebitda recorrente da empresa, de R$ 1,28 bilhão, 7,9% menor que o de igual período anterior, superou as expectativas, destacando os esforços da companhia para reforçar o caixa e, assim, lidar com os efeitos negativos da crise causada pelo coronavírus, que subiu de R$ 1,3 bilhão no final do ano passado para R$ 2,4 bilhões no fim do trimestre.

 

Lucro da Eneva cresceu 38,5%

Também após o fechamento dos mercados na sexta-feira, a Eneva divulgou o seu balanço do primeiro trimestre. O lucro líquido ficou em R$ 179,8 milhões no período, com alta de 38,5% na comparação com igual período do ano passado. Essa alta foi proporcionada pela melhora do Ebitda, com o ajustado se situando em R$ 434,2 milhões, alta de 26%. Os analistas do Itaú BBA destacaram o aumento do despacho de energia térmica, além de ressaltar que o Ebitda ajustado superou a estimativa em 16%, principalmente devido ao despacho térmico acima do esperado no trimestre, levando a fortes resultados em todas as linhas de negócios.

 

JBS aumentará turnos de sábados nos EUA

A demanda norte-americana por carne bovina e suína está aumentando fortemente. A JBS está elevando a produção após a reabertura de fábricas que foram fechadas devido a surtos de covid-19. Ao mesmo tempo em que procura manter os trabalhadores seguros, a empresa está procurando aumentar a produção, como adicionar turnos aos sábado quando possível.

 

Resultado da Even foi 27% menor

O lucro do trimestre da Even Construtora e Incorporadora mingou 27%, baixando para R$ 36,5 milhões e o Ebitda ajustado teve redução de 39% para R$ 59,71 milhões. Já a receita líquida da Even teve baixa de 16% nos três primeiros meses de 2020, em razão do baixo volume de lançamentos. Os analistas do Bradesco BBI consideraram o resultado “neutro” e com a expectativa de ser ainda mais fraco no segundo trimestre. As vendas do primeiro trimestre foram afetadas pelo adiamento de lançamentos e os canteiros de obras em Porto Alegre também foram interrompidos por cinco semanas, por decreto estadual, indicando que as operações podem potencialmente ficar mais fracas no segundo trimestre. Os especialistas do BTG Pactual, com seu otimismo contumaz, mantiveram a recomendação de compra dessas ações, por considerar que superaram em 35% suas estimativas e que também houve uma boa geração de caixa. Mesmo com um cenário mais desafiador para o segmento de média a alta renda nos próximos meses, o banco vê um valuation atrativo para o ativo.

 

Coitado do André

André Esteves, controlador da Estapar, teve de comprar uma participação adicional de R$ 138,3 milhões na oferta pública inicial. Garganteou que faria isso por ser bom negócio. Não pensou que ninguém não acreditaria.

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